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Segunda-feira, 8 de agosto de 2016 - 12h32
A logística, a mobilidade e a internet das coisas
Autoria de CARLOS MAFFEI

O setor logístico no Brasil é, ao mesmo tempo, um exemplo a ser seguido, em termos de automação – principalmente quando esta automação está relacionada ao negócio, como esteiras automatizadas, rastreadores de veículos e etiquetas inteligentes –, e também, um exemplo negativo, quando se trata de tecnologias de sistemas de gestão, automação de processos administrativos e relacionamento com o cliente e mobilidade na cadeia logística.

Evidente que a legislação brasileira e a infraestrutura das rodovias, dos portos e aeroportos drenam muita energia das empresas de logística. Contudo, o mundo passa por grandes transformações, principalmente no hábito das pessoas, com enfoque nas gerações Y e Z. Atender a estas mudanças não é uma estratégia, é uma necessidade.

Processos cada vez mais interativos com clientes diretos e indiretos são requisitos fundamentais. A mobilidade cresce vertiginosamente em detrimento do contato pessoal e até mesmo por internet tradicional. A mobilidade não é um modismo. É um pilar de sustentação de negócios e uma fonte inesgotável de oportunidades. Segundo estudos, 90% do tempo gasto na internet é consumido utilizando dispositivos mobile.

O Uber chocou o mundo e alterou completamente – e de forma definitiva – como usaremos transporte particular. Não há volta. E teremos mais inovações nesse setor.

A internet das coisas, um conceito abstrato, defendido há anos pelo Gartner, avança de forma rápida. Isso vai ser, em breve, uma revolução. A indústria, a logística, o comércio, clientes e fornecedores serão afetados por essa transformação. O disparo de produção ocorrerá por meio do uso e não somente pela demanda espontânea ou previsões. Ao consumirmos algo, a rede, ou seja, a internet, vai saber e interligar a rede de abastecimento. Isso muda tudo na logística, na produção e no comportamento das cadeias produtivas.

O crescimento da adoção de novas tecnologias compatíveis com a internet das coisas é exponencial, conforme estudo do Gartner e da Makinsey.

Veículos cada vez mais inteligentes e autogerenciáveis, que de forma automática dispararão não somente alertas, mas informações inteligentes e mudarão o seu comportamento, independente da ação de motoristas. Motoristas serão gerenciados não por respostas, mas pelo comportamento frente “às coisas”. A tributação será mais inteligente mediante ações dos processos de negócio. Pesagem de veículos, tipo de carga, quantidade embarcada, serão dados interligados pela internet das coisas e o seu cliente será afetado por todas essas informações.

Contudo, existem alertas importantes. Sempre que vamos discutir as inovações numa corporação, temos em mente um mantra: existem produtos e serviços incríveis, deslocados no tempo, mas o que isso significa? Significa que não sairemos hoje desenvolvendo tudo o que é necessário, até porque não há infraestrutura e “coisas” suficientes. Mas não podemos chegar atrasados, como também não conseguimos antecipar o futuro.

A recomendação é que estudos comecem a ser feitos imediatamente, buscando alternativas para hoje e para o amanhã. Mobilidade já era para estar implementada em sua empresa.  Se não está, sua empresa está atrasada. A internet das coisas é para o amanhã, bem pertinho, então é hora de repensar o negócio e estar à frente, pois estes momentos são pontos de oportunidades e riscos. E, como disse Júlio César frente a uma batalha, a sorte está lançada.

Carlos Maffei Benner

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