Quarta-feira, 18 de julho de 2018
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Dicionário de Logística
Por Altamiro Carlos Borges Júnior e Alex Galvão, diretores do ABGroup
Vagão
Veículo destinado ao transporte de carga por via ferroviária. Pode ser tanque, frigorífico, vagão rebaixado, vagão para minérios e carros-box para transporte de animais de raça, etc. Em sua parte externa, os vagões trazem inscrita a lotação respectiva (peso útil), bem como o seu peso normal (tara). Os vagões de mercadorias podem ser fechados ou abertos (pranchas, gôndolas com fueiros ou de bordas, plataformas, etc). Os veículos para o transporte de passageiros são comumente chamados de carros, incluindo-se os dormitórios, restaurantes, etc.
Vagão requisitado
Vagão posto à disposição do expedidor, a seu pedido. A requisição do vagão assegura o transporte logo após o fornecimento do veículo. O expedidor que possuir carga suficiente para lotar um dos vagões dos tipos existentes na estrada poderá requisitá-lo, obrigando-se, porém, ao pagamento dos fretes pela lotação do vagão ou mínimo de lotação estabelecido, mesmo que não o aproveite totalmente, pois, nesse veículo, a estrada não colocará outras expedições. O transporte em vagão requisitado é, em geral, mais rápido que o de pequenas expedições, pois estas são transportadas em vagões coletores ou ficam, às vezes, nos armazéns, aguardando a formação de carga suficiente para lotar um veículo. O transporte em vagões completos, por serem feitos em maiores partidas gozam da "tarifa de lotação", isto é, de tarifa mais baixa em relação à estabelecida para as pequenas expedições.
Vagonete
Tipo de trole usado nos trabalhos de terra. É provido de estrado e caixa, sem tampa, onde se carregam terra e outros materiais.
Vagões coletores
Vagões que trafegam em determinados trechos para coletar as pequenas expedições de mercadorias e animais, despachadas em estações de pouco movimento.
Vagões tanques particulares
Devendo ser respeitada como limite a lotação do vagão, no caso de capacidade fracionada, o arrecadamento de peso só pode ser feito até o limite dessa capacidade, o que muitas vezes significa dispensar o arredondamento. Diz respeito à lotação de certos vagões-tanques que não é apresentada em toneladas inteiras, como acontece com os demais tipos de vagões de cargas.
Valeta
Vala de pequena seção transversal que coleta e escoa águas superficiais.
Valeta de aterro
A construída na plataforma em aterro.
Valor agregado (Value added)
Em termos de manufatura, é o aumento real na utilidade de um item do ponto de vista do cliente à medida que uma peça é transformada de matéria-prima em produto acabado. É a contribuição de operações ou de uma fábrica para a utilidade final e valor de um produto do ponto de vista do cliente. Deve-se eliminar todas as atividades que não agregam valor na produção e entrega de um produto ou serviço.
Valor contábil (Accountable amount)
O preço de compra inicial de um ativo menos a depreciação cumulativa cobrada à conta, mais uma cobrança de balanço igual à diferença, entre os juros reais suportados pelo Contratante no ativo comprado e o juro médio cobrado à conta da data do ativo sendo comprado na data de transferência, venda ou terminação. A depredação e cálculos do valor residual podem ser emendados como acordado entre as partes de tempo em tempo.
Valor de serviço (Value of service)
Cobrança na base do tráfego, ao contrário da cobrança pelo custo do serviço.
Valor total de relacionamento (Total value relationship)
Relacionamento entre comprador e vendedor de um determinado produto ou serviço para inovação dos itens negociados – junção da cadeia de abastecimento de duas empresas para competição com outras pelos mesmos clientes.
Valorização do estoque (Inventory valuation)
Tratamento contábil dado ao valor do estoque com o propósito de determinar o custo dos produtos vendidos.
Value chain
Cadeia de valor.
VAN
Value Added Network ou Rede de Valor Agregado.
Vão (Slot)
É uma localização de armazenagem simples. Em um sistema de armazenagem de paleta, representa uma posição do paleta. Em um sistema de separação, representa uma posição para uma única unidade de estoque.
Vão em estrutura (Rack unit clearance)
Espaço disponível para movimentação das unidades estocadas em uma prateleira ou porta-paletes.
VDM 
Sigla utilizada no transporte rodoviário, que significa Volume Diário Médio de Tráfego. É obtido pelo número do tráfego anual dividido por 365 dias.
Veículo automaticamente guiado (Automated Guided Vehicle – AGV )
Sistema de movimentação que encaminha materiais posicionando-os em destinos predeterminados, sem intervenção do operador.
Veículo guiado a laser (Laser Guided Vehicle – LGV)
Um tipo de veículo automaticamente guiado, controlado por raio laser.
Velocidade comercial do trem
Correspondente à média do tempo gasto para percorrer a distância entre dois pontos, inclusive o tempo de parada nas estações intermediárias.
Velocidade de entrega (Delivery speed)
Capacidade de reduzir o tempo o máximo possível entre o recebimento do pedido e a entrega para o cliente.
Velocidade de estoque (Inventory velocity)
Velocidade da movimentação dos estoques (exemplo, do recebimento para a expedição) em determinado ciclo.
Velocidade de processamento (Throughput speed)
Quantidade média de produtos, informações, pedidos, e outros, que é processada por unidade de tempo em um processo de produção, por exemplo, em funções administrativas.
Velocidade de regime de uma locomotiva
Velocidade média, normal, mantida para desenvolver o esforço médio de tração.
Velocidade limitada
Velocidade máxima permitida em um determinado trecho.
Velocidade máxima autorizada
Velocidade máxima permitida, indicada no horário ou nas instruções especiais.
Velocidade reduzida
Velocidade determinada para casos especiais, geralmente inferior a 30 km/h.
Velocidade restrita
Velocidade que permite parar dentro da metade do campo de visão. Quando o Sistema de Bloqueio Automático/CTC ou as Regras de Travamento Sincronizado exigirem a circulação com velocidade restrita, tal circulação será levada a efeito de modo a permitir a parada do trem dentro da metade do campo de visão bem como a parada antes de uma chave virada em posição contrária.
Venda bruta (Gross sale)
Importância total faturada durante o período fiscal.
Venda e distribuição direta (Outlet)
Cliente direto ou indireto em nível de distribuição.
Vendor rating
Classificação dos fornecedores com base nos índices obtidos pelos fornecimentos, objetivando selecionar aqueles que vão se incorporar aos negócios em diferentes níveis técnicos. Tais níveis dependem dos resultados operacionais e são caracterizados como avaliação de tipo estratégico.
Vento de calda
 Expressão utilizada no transporte aéreo, que significa quando o vento está no sentido de direção da rota da aeronave.
Vento de proa
Expressão utilizada no transporte aéreo, que significa quando o vento está no sentido oposto de direção da rota da aeronave. A decolagem e o pouso são feitos com vento de proa. 
Vento de través
Expressão utilizada no transporte aéreo, que significa quando o vento está no sentido de direção para a lateral da aeronave, tanto em voo de cruzeiro como para pouso/decolagem.
Verificação de locação (Location checking)
Verificação sistemática e física do estoque do armazém comparada com os registros de localização para assegurar a acuracidade das localizações.
Verificação focada (Spot check)
Método de inspecionar uma expedição na qual somente uma amostragem do número total de contêineres ou itens recebidos são inspecionados.
VFR
Sigla usada na aviação para designar as regras de voo visual.
Via de gaveta
Via necessária, geralmente derivada de desvio de cruzamento e destinada à derivação de outros desvios de pátio (desvios de gaveta).
Via férrea
Duas ou mais fiadas de trilhos assentados e fixadas paralelamente sobre dormentes, de acordo com as bitolas, constituindo a superfície de rolamento.
Via férrea aberta
Aquela cuja distância entre as faces dos boletos excede a bitola da via.
Via férrea arriada
Aquela cuja superfície de rolamento de um dos trilhos ou de ambos acha-se muito abaixo do greide da via.
Via férrea choqueada (golpeada)
Aquela que por defeito de nivelamento e alinhamento, causa fortes abalos aos trens em marcha
Via férrea deformada
Aquela cuja superfície de rolamento está fora de posição em perfil.
Via férrea desnivelada
Aquela cuja superfície de rolamento está fora de posição em perfil.
Via férrea dupla
Aquela que é formada de duas vias férreas, geralmente paralelas.
Via férrea elástica
Aquela em que o trilho (ou barra de trilho) é fixado ao dormente por fixação duplamente elástica.
Via férrea ensarilhada
Aquela em que a fuga da via se apresenta com sinuosidade.
Via férrea laqueada
Aquela que, aparentando nivelamento correto, desnivela-se com a passagem do trem, em consequência de falso apoio do dormente, e volta em seguida à posição anterior.
Via férrea mista
Aquela com mais de duas fiadas de trilhos.
Via férrea múltipla
Aquela que é constituída de várias vias férreas, em geral paralelas.
Via férrea permanente
Conjunto de instalação e equipamentos que compõem a infra e a superestrutura da ferrovia.
Via férrea principal
Que liga estações e transpõe pátios e em que os trens, em ordem de marcha, circulam com horários, licença ou sinais de bloqueio.
Via férrea rígida (via férrea cravada ou via férrea clássica)
Aquela em que o trilho (ou barra de trilho) se solidariza ao dormente diretamente por grampo ou tirefão.
Via férrea semielástica
Aquela em que o trilho (ou a barra do trilho) se fixa ao dormente por fixação simplesmente elástica.
Via férrea singela
Aquela que é formada por uma única via.
Via permanente
Abrange toda a linha férrea, os edifícios, as linhas telegráficas, etc.
Via singela
Movimentação de trem onde a viagem de ida e volta é realizada pela mesma via.
Viagem de mão única (One way trip)
Movimento de uma carga do expedidor para o receptor.
Viagem de retorno (Backhauling)
Movimento de retorno de um meio de transporte que forneceu serviço de transporte em uma direção. A viagem de retorno pode ser com carga completa, parcial ou nula, sendo que um backhaul sem carga é chamado de deadheading.
Vida de prateleira (Shelf life)
Tempo em que um item pode ser mantido em estoque antes de tornar-se inadequado ao uso.
Vida econômica (Economic life)
Período de tempo, da compra e instalação a retirada e disposição que o proprietário espera haver para determinado equipamento.
Vídeo superstitial 
São filmes publicitários (comerciais) feitos para serem exibidos pela Internet. Possuem maior tecnologia e recursos de maior interação com o usuário.
VLC
Veículo Leve de Carga.
VMC
Veículo Médio de Carga.
VMI
Vendor Managed Inventory ou Estoque Gerenciado pelo Fornecedor, que é quando o fornecedor, em parceria com o cliente, repõe de forma contínua o estoque do cliente, baseado em informações eletrônicas recebidas.
VMP
Vendor Managed Purchase ou Compra Gerenciada pelo Fornecedor.
Vorland
Significa o maior ou menor afastamento de um porto em relação às principais rotas de navegação ou sua área de abrangência marítima e, igualmente, influência a escolha do armador.
VTS (Vessel Traffic Service) 
É um sistema de gerenciamento e monitoramento eletrônico à navegação, com capacidade de monitorar o tráfego aquaviário, com o objetivo de ampliar a segurança da vida humana no mar.  
VUC
Veículo Urbano de Carga.
VU 
Sigla utilizada no transporte aéreo, que significa a velocidade que a aeronave atinge e não pode mais desistir de decolar. A partir desta velocidade, que varia de acordo com cada tipo de aeronave, a desistência de alçar voo poderá significar acidentes ou maiores riscos, pois os comandos (freios, reversos, flape) podem não serem suficientes para parar com segurança.