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Segunda-feira, 16 de janeiro de 2006 - 11h31
Devolução de embalagens vazias de agrotóxicos cresce em 2005

Entre janeiro e dezembro de 2005 foram devolvidas 17.881 toneladas de embalagens vazias

O sistema de destinação final de embalagens vazias de defensivos agrícolas teve um crescimento de 28% no processamento: em 2004, 13.933 toneladas de embalagens vazias foram recolhidas em todo o Brasil e, em 2005, os agricultores devolveram 17.881 toneladas. Este número corresponde a mais de 61% do volume comercializado pelos fabricantes em um ano agrícola. Entre os diversos tipos de embalagens de agrotóxicos devolvidas (plásticas, metálicas, flexíveis, de papelão, tampas etc.), as plásticas rígidas representam 56% do total e atingiram um índice de devolução de 84%.

Os Estados do Paraná, Mato Grosso, São Paulo e Goiás são responsáveis pelas maiores taxas de devolução do País, com 67% do total devolvido durante o ano passado. Os agricultores do Paraná devolveram 4.006 toneladas de embalagens (20% de crescimento em relação a 2004), Mato Grosso atingiu a marca de 3.891 toneladas devolvidas (30% de aumento), São Paulo recolheu 2.598 toneladas (12% de crescimento) e Goiás ficou em quarto lugar, com 1.529 toneladas retornadas, um aumento de 35% na comparação com igual período de 2004.

Segundo João Cesar Rando, diretor-presidente do inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias), a conquista dos resultados de 2005 se deve ao investimento em campanhas educativas para agricultores, ao aumento da malha de recebimento de embalagens (de 326 para 350 unidades) e ao maior engajamento dos elos participantes do sistema, ou seja, os agricultores, os canais de distribuição, a indústria e o poder público. O instituto é uma entidade sem fins lucrativos que representa a indústria fabricante de defensivos agrícolas em sua responsabilidade de destinar corretamente as embalagens devolvidas pelos agricultores.

Para gerir o processo logístico, o instituto utiliza o conceito de logística reversa, que consiste em disponibilizar o caminhão que leva os agrotóxicos (embalagens cheias) aos distribuidores e cooperativas do setor para retornarem com as embalagens vazias (a granel ou compactadas) armazenadas nas unidades de recebimento.

As embalagens recebidas são recicladas ou incineradas. Atualmente, existem oito empresas parceiras para a reciclagem que produzem 15 artefatos a partir do material destas embalagens, como conduítes, cordas, embalagem para óleo lubrificante, madeira plástica e tampas.

www.inpev.org.br

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