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Quarta-feira, 14 de junho de 2006 - 10h45
Infraero instala aeroporto industrial em Viracopos

Campinas terá área de 50 mil metros quadrados para indústrias não-poluentes

A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) está em processo de implantação de um aeroporto industrial em Viracopos, na cidade de Campinas (SP). Uma área de 50 mil metros quadrados foi destinada para a instalação de indústrias não-poluentes voltadas para a fabricação de produtos de alto valor agregado que não interfiram na operação e segurança do aeroporto. As unidades de montagem deverão ser construídas dentro do sítio aeroportuário.

A área disponibilizada pela Infraero para a primeira etapa de implantação do aeroporto industrial poderá ser ocupada por uma ou mais empresas, dependendo do porte da planta industrial e da negociação a ser feita pelas indústrias interessadas junto à concessionária autorizada a explorar a área. “O número de indústrias, bem como a área a ser ocupada por cada uma delas, somente serão conhecidos ao final da fase de prospecção do mercado, a ser conduzida pela concessionária vencedora do processo de licitação”, explica Carlos Alberto Alcântara, gerente de Logística da Infraero. A previsão de conclusão da licitação é no mês de agosto.

O conceito de aeroporto industrial foi criado em 2002 em um trabalho conjunto entre a Infraero, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) e a Receita Federal. Este é um projeto estratégico para transformar os sítios aeroportuários em engrenagens para o aumento das exportações: a sua criação permite às empresas com perfil exportador, e que utilizam insumos importados, a montagem e o processamento de seus produtos na área aeroportuária, com isenção tributária e redução de custos na cadeia produtiva e de distribuição.

Os insumos importados, processados no aeroporto industrial e aplicados em produtos de exportação, gozarão automaticamente do benefício da isenção de tributos, nos termos definidos na Instrução Normativa SRF 241, de novembro de 2002. “Além dos incentivos fiscais, merece destaque o diferencial competitivo representado pela localização geográfica privilegiada da planta industrial que, por estar localizada dentro da área do aeroporto, ao lado do recinto alfandegado do Terminal de Importação da Infraero, poderá gozar de vantagens exclusivas associadas à entrepostagem aduaneira, que será administrada pela própria Infraero”, afirma Alcântara. “Outras vantagens são a redução de inventário, a eliminação de custos de transporte e de escolta, a minimização de riscos e a redução de tempos”, completa ele.

Segundo a Infraero, a possibilidade de instalação no aeroporto é maior para os segmentos eletroeletrônico, médico-hospitalar, informática, telefonia móvel, biotecnologia e comércio eletrônico. A instalação de indústrias de outros segmentos dependerá de avaliação das particularidades dos produtos para estocagem e do atendimento às instruções normativas que regulam o aeroporto industrial.

“Os investimentos iniciais previstos em Viracopos são de R$ 40 milhões, a serem aplicados na construção das plantas industriais e edificações acessórias. Este investimento será de responsabilidade da concessionária vencedora do processo licitatório, a qual terá o direito de construir e locar diretamente para as indústrias as edificações a serem por elas utilizadas”, afirma Alcântara.

Expansão do conceito

O Aeroporto de Viracopos é atualmente o principal centro logístico de carga aérea do Brasil, movimentando cerca de 230 mil toneladas por ano. De suas instalações, as mercadorias partem para quatro mil cidades de mais de 130 países nos cinco continentes. No peso movimentado na exportação, cerca de 21% das mercadorias que saem de Campinas são do segmento automotivo e, a seguir, o segmento metalmecânico com 18% e insumos do setor de telecomunicações, com 13%. Já na importação, 28% das cargas que chegam à Campinas representam o segmento metalmecânico, 22 % o automotivo e 11% o segmento de informática.

“A Infraero já deu o primeiro passo com o aeroporto industrial em Confins, onde está obtendo excelente resultado. Agora é a vez de Viracopos”, afirma José Carlos Pereira, presidente da Infraero. Este projeto-piloto foi iniciado em dezembro de 2005 no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Minas Gerais. Atualmente há três empresas em processo de implantação neste aeroporto, a Clamper (fabricante de protetores contra descargas atmosféricas), a VMI (fabricante de máquinas de raios-X) e a Maxtrack (fabricante de equipamentos de rastreabilidade automotiva).

www.infraero.gov.br


 

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