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Sexta-feira, 16 de março de 2007 - 9h33
Suape pode ganhar terminal de açúcar

Sindaçucar e trading inglesa ED & F Man encomendam estudo de viabilidade do projeto

O complexo industrial portuário de Suape (PE) pode ganhar um novo terminal de açúcar, um investimento de US$ 40 milhões, com capacidade estática de armazenagem de 120 mil toneladas. O empreendimento seria uma parceria entre o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar) e a trading inglesa ED & F Man, que contrataram a belga Manuport para um estudo de viabilidade do projeto. Caso aprovado, a previsão é do terminal ficar pronto até 2010 e estima-se a geração de 70 novos postos de trabalho diretos e mais de 200 indiretos.

A instalação do terminal açucareiro em Suape ganha força após a decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) de obrigar a União Européia a retirar os incentivos protecionistas aos produtores de beterraba e açúcar que exportavam para a Ásia e o Oriente Médio. A medida deve criar uma redução de cinco milhões de toneladas das exportações européias, abrindo mercado para países como o Brasil, Austrália e Tailândia.

“A ED & F Man é uma das maiores compradoras do açúcar brasileiro e faz destinos como o norte da África, o Oriente Médio e o Leste Europeu”, explica Renato Cunha, presidente do Sindaçúcar. A trading inglesa opera cargas de café, cacau, melaço, álcool e açúcar e também trabalha nas áreas de logística, afretamento de navios e fundos de investimentos. É responsável pela negociação de 21% do volume mundial de açúcar a granel e 20% do açúcar em sacos.

A meta da ED & F Man para o mercado brasileiro de açúcar, este ano, é a exportação de 2,2 milhões de toneladas, sendo 1,5 milhão em granel e 700 mil refinado e cristal. Atualmente, os ingleses possuem um terminal em Antuérpia (Bélgica), que será desativado, e parte do maquinário teria como destino o terminal de Suape, como os shiploaders e as esteiras suspensas.

Vantagens

A construção do terminal açucareiro garantiria melhores condições de embarque do açúcar branco – como não existe um terminal no porto de Recife, no qual a carga é transportada hoje, ou em Suape, é necessário um tempo maior para a operação, o que gera custos adicionais na comparação com portos mais eficientes.

O novo terminal não interferiria no volume de movimentação do porto do Recife. “Temos uma operação consolidada no Recife. O porto está em um processo cada vez maior de modernização”, afirma Cunha. “A questão de Suape é complementar. Na modelagem que estamos definindo, o açúcar refinado ensacado fica nos dois portos, o açúcar demerara e o VHP (de Very High Polarization, um tipo de açúcar bruto) em Recife e o açúcar a granel em Suape”.

www.suape.pe.gov.br

www.sindacucar.com.br

 

 

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