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Terça-feira, 29 de maio de 2012 - 12h53
Grupo São Martinho amplia terminal rodoferroviário
Local conta, agora, com novo armazém para 60 mil t; malha ferroviária interna chega a 3 km de extensão

O Grupo São Martinho inaugurou hoje, dia 29 de maio, em Pradópolis (SP), a ampliação de seu Terminal Rodoferroviário de Açúcar. Orçadas em R$ 30 milhões, as melhorias, realizadas dentro da usina, consistiram na construção de um armazém, com capacidade para 60 mil toneladas, ampliação da malha interna – de 2 km para 3 km, incluindo a concepção de uma pêra ferroviária – e estruturação de um túnel com o objetivo de eliminar a passagem em nível entre a linha ferroviária e a via de circulação de veículos.

Segundo o presidente do Grupo São Martinho, Fábio Venturelli, a meta com a ampliação é levar, em 2012, até o Porto de Santos (SP), 2 milhões de t de açúcar. Em 2011, a companhia embarcou 1,1 milhão de t. Ao todo, as melhorias operacionais permitem que sejam expedidas 19 mil t por dia, sendo 3 mil t diretamente da fábrica, frente às 16 mil t embarcadas anteriormente. Além disso, a expansão permite que a usina receba, agora, composições com até 85 vagões. Antes, o conjunto chagava com, no máximo, 50 vagões.

O executivo lembra que a ampliação do complexo, que conta ainda com dois armazéns para 120 mil t cada, reforça a oferta de serviços logísticos do grupo. Isso porque, diz ele, do total previsto para ser embarcado em 2012, 75% será proveniente de outras usinas da região. Os 25% restantes são carga própria. “Nossa meta é em 2013 transportar 3 milhões de t e a proporção será mantida, podendo variar um pouco, aumentando ou diminuindo a participação de carga própria”, adianta.

Para Venturelli, a inauguração representa uma nova fase da logística da São Martinho. “Passamos a ser uma importante solução para a região, oferecendo serviços de armazenagem e transbordo para terceiros”, salienta.

O diretor Comercial e de Logística do Grupo São Martinho, Helder, Gosling, sem revelar números consolidados, afirma que o novo complexo fará com que o custo logístico da empresa seja reduzido em 20%. Algumas melhorias em pontos operacionais contribuem para a otimização dos gastos. “Nosso tempo de carregamento interno cairá de 15 minutos para seis e o transit time, que hoje é de oito dias para percorrer 385 km até Santos, cairá para seis”, afirma.

Ainda segundo Gosling, atualmente uma composição é expedida para Santos por dia, mas o objetivo após a expansão é enviar até três conjuntos.

Operador

Na opinião do diretor-presidente da Rumo Logística, provedor responsável pelo transporte dos produtos, por gerenciar os ativos rodantes e captar cargas junto a outras usinas, Julio Fontana, os investimentos em terminais de armazenagem no interior e o fortalecimento do modal ferroviário representam muito para o País, pois reduzem o volume de carga nos portos brasileiros.

O executivo ressalta, contudo, que a companhia também vem realizando ações a fim de racionalizar as operações portuárias. As novidades, realizadas em um dos terminais da companhia em Santos (SP), ficam por conta de um novo armazém, com capacidade para 100 mil t, um shiploader – que movimenta 2 mil t por hora – e uma linha de alimentação. Ao todo, a Rumo possui na cidade do litoral paulista dois terminais, com dois berços de atração e 12 armazéns. “Aplicamos R$ 100 milhões para ampliar nossa capacidade operacional em 20%”, diz. Números divulgados por Fontana dão conta que, em 2011, os dois terminais santistas movimentaram 10 milhões de t, entre açúcar e outros grãos.

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