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Terça-feira, 17 de julho de 2012 - 12h56
Superporto do Açu abre suas portas
Visitamos as obras do complexo portuário localizado no litoral norte fluminense; expectativa é iniciar as operações no segundo semestre de 2013

A LLX, empresa de logística do Grupo EBX, prepara para 2013 o início das operações do Superporto do Açu, complexo portuário de uso misto localizado em São João da Barra (RJ). A Revista Tecnologística visitou, no dia 16 de julho, as obras do empreendimento – instalado em uma área de 90 km² – iniciadas em outubro de 2007.

O Superporto contará com 17 km de píer, 21 metros de calado – com possibilidade de expansão para 26 m – e poderá receber simultaneamente até 47 embarcações em dois terminais, o TX1, offshore, e o TX2, onshore. Ao todo, o porto demandará investimentos de R$ 3,8 bilhões e terá capacidade para movimentar 350 milhões de toneladas por ano entre importações e exportações.

O gerente-geral de Engenharia da LLX, Luiz Otávio de Amorim, informa que o início das operações está marcado para o segundo semestre de 2013. “Até lá, 90% das estruturas offshore e 70% da onshore estarão concluídas. Ao todo, 65% da infraestrutura total do porto estará finalizada”, diz.

O TX1 será dotado de três píeres, num total de 4 km de cais, e terá nove berços – cinco para movimentação de petróleo e quatro para minério. O acesso é realizado por meio de uma ponte com 3 km de extensão. Já o TX2, onshore com 13 km de cais, está sendo instalado no entorno de um canal para navegação com 6,5 km de extensão, largura de 300 m e bacia de evolução com 1 km. Atualmente, 2,5 km do canal já foram realizados. No local, serão movimentados produtos siderúrgicos, carvão ferro gusa, escória e granito, além de granéis líquidos e sólidos.

Além dos investimentos em estruturas de atracação, o destaque no Açu fica por conta das obras de acesso. Amorim explica que será construída, por exemplo, uma via dedicada à movimentação de cargas superdimensionadas. “Ela terá 6 km de extensão, 25 m de largura e ligará o polo metalmecânico, instalado dentro do complexo, ao cais do TX2”, diz. A ferrovia também foi lembrada. O gerente-geral afirma que uma linha de 43 km será concebida para ligar o porto à malha da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). Ele lembra, ainda, que no km 27 a linha dará acesso à BR 101.

Complexo

Projetado com base no moderno conceito porto-indústria, o Superporto do Açu contará com um Distrito Industrial em área contígua, além de uma retroárea para armazenamento dos produtos que serão movimentados.

Essas áreas, em conjunto com o porto, formarão o Complexo Industrial do Superporto do Açu. Nele serão instaladas siderúrgicas, cimenteiras, base de estocagem para granéis líquidos, polo metalmecânico, Unidade de Construção Naval da OSX (UCN) – empresa do setor de equipamentos e serviços para a indústria naval offshore de petróleo do Grupo EBX –, complexo termelétrico da MPX (empresa de energia do Grupo EBX), plantas de pelotização de minério de ferro, unidade para tratamento de petróleo, indústrias offshore, indústrias de tecnologia da informação e pátio logístico.

A UCN é uma das apostas. Isso porque, a unidade, que tem previsão de iniciar as operações no segundo trimestre de 2013, já conta com uma carteira de pedidos estimada em quase US$ 1 bilhão. O gerente-executivo da Unidade de Construção Naval, Ivo Dworschak, conta que foram encomendados 11 navios tanques com capacidade para 48 mil t cada, num total de US$ 732 milhões, e um navio PLSV, destinado ao lançamento e instalação no fundo do mar de linhas submarinas flexíveis, orçado em US$ 263 milhões. “Essas entregas devem ser realizadas entre 2014 e 2017”, anuncia.

A unidade de construção possui 2.400 m de cais, podendo ser expandido para 3.200 m, um dique seco para montagem das embarcações e capacidade para produzir ao mesmo tempo 11 navios do tipo FPSO, utilizados na exploração, armazenamento e transferência de petróleo, e oito plataformas fixas para exploração de petróleo e gás natural, chamadas WHP. Segundo Dworschak, o objetivo da UCN é estimular a indústria naval brasileira e trazer para o complexo os fornecedores. “Nosso objetivo é de que os navios produzidos sejam 70% nacionalizados”, afirma.

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