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Quarta-feira, 27 de janeiro de 2016 - 9h48
Trecho paulista da Hidrovia Tietê-Paraná é reaberto
Cheia do Rio Tietê possibilita a navegação de barcaças depois de período de seca

O trecho da Hidrovia Tietê-Paraná no noroeste paulista, entre o reservatório da Usina Hidrelétrica de Três Irmãos, em Andradina (SP), e a eclusa inferior de Nova Avanhandava, em Buritama (SP), foi liberado para a navegação hoje, dia 27 de janeiro, depois de passar quase dois anos fechado.

A navegação das barcaças havia sido suspensa pela Marinha do Brasil em maio de 2014 em decorrência do baixo nível da água. De acordo com o Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo (DH), que gerencia o trecho paulista, a navegação foi reativada com um calado de 2,80 metros, estabelecido a partir da manutenção da cota dos reservatórios definida em 325,94 metros pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), órgão federal responsável pelo setor energético.

Esforços e ações foram empreendidos pelo Governo do Estado, por meio das Secretarias de Energia e de Logística e Transportes, junto ao ONS, para que fosse realizado o gerenciamento das águas dos reservatórios localizados nos rios Tietê, Grande e Paranaíba, possibilitando assim o nível de armazenamento necessário para restabelecer a navegação.

A partir disso, em agosto do ano passado foram iniciadas as operações para transferência de água dos reservatórios localizados à montante de Três Irmãos e Ilha Solteira. As recentes chuvas também contribuíram para o aumento dos níveis. Com isso, o DH reabriu a hidrovia antes mesmo da previsão inicial, que era fevereiro.

“Com a retomada da navegação teremos condições de recuperar o transporte de milhões de toneladas de cargas, reduzir o prejuízo da interrupção durante esses 20 meses, recuperar no mínimo 1,6 mil empregos e aumentar nossa capacidade de exportação”, disse o secretário de Logística e Transportes do estado de São Paulo, Duarte Nogueira.

A suspensão da navegação no trecho atingiu as cargas de longo percurso vindas de São Simão (GO) e Três Lagoas (MS), que compreendem soja, milho, celulose e madeira. No restante do trecho paulista da Hidrovia Tietê-Paraná houve navegação de cana de açúcar e areia. No ano em que o ponto foi interrompido, foram movimentados 4,6 milhões de toneladas de cargas. Já em 2015, o movimento registrado foi de 4,5 milhões de toneladas.

Com 2,4 mil quilômetros de extensão, a Hidrovia Tietê-Paraná é uma importante rota de escoamento de carga dos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Alguns dos principais produtos transportados são milho, soja, óleo, madeira, carvão, cana de açúcar e adubo. Com a reativação da passagem de cargas de longo percurso, a projeção de movimentação na hidrovia, em 2016, é superar o montante de 6,3 milhões de toneladas de cargas registrado em 2013. Para o ano de 2017, a expectativa é de que essa quantidade suba para 7 milhões de toneladas.

O DH executa atualmente o Programa de Modernização da Hidrovia Tietê-Paraná, que prevê investimentos da ordem de R$ 1,5 bilhão, conforme convênio assinado entre os governos estadual e federal, em 2011. Deste montante, R$ 900 milhões são provenientes da união e R$ 600 milhões do tesouro do estado. O programa tem como objetivo realizar melhorias e modernização no trecho paulista da hidrovia.

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