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Sexta-feira, 29 de setembro de 2017 - 9h46
Sequoia passa a operar no B2C com entregas no mesmo dia
Desde o início de setembro a empresa começou a oferecer entregas same day para 13 capitais

Quando a empresa de logística Sequoia foi criada, em 2010, sua perspectiva inicial era atender exclusivamente o mercado eletrônico, se colocando à frente do segmento de e-commerce brasileiro, ainda em estágio relativamente embrionário. A partir de um aporte financeiro consistente em 2012, seguido de aquisições pontuais no mercado, a Sequoia despontou como grande referência no varejo em operações business to business, o chamado B2B.

Passados sete anos de sua gestação e com raízes hercúleas no mercado do e-commerce, a empresa agora se prepara para assumir a liderança em outra área, não só em termos de volume de operações, mas de tecnologia e inovação: a business to consumer, ou B2C, quando a logística é aplicada para atender diretamente o consumidor. “Estamos lançando duas novas formas de entrega, o same day, que corresponde às entregas no mesmo dia, e o next day, quando realizamos a entrega 24 horas depois”, conta o CEO da Sequoia, Armando Marchesan, em entrevista concedida no centro de distribuição da companhia em Embu das Artes (SP).

A nova empreitada se baseia em conceitos estratégicos que vêm ganhando corpo nas vendas pela internet, principalmente o omnichannel que, a grosso modo, se baseia em estudos e pesquisas de comportamento dos consumidores com o escopo de formular as melhores soluções para as demandas. Os estudos são feitos pelas próprias empresas, todos intrinsecamente relacionados aos clientes.

As ideias de next day e same day já haviam sido aplicadas em São Paulo, onde os dois produtos são oferecidos aos clientes há algum tempo. Contudo, desde o começo de setembro é possível adquirir produtos com entregas next day em todas as capitais do país. Já o same day está disponível em 13 capitais, sendo que em oito dessas cidades a Sequoia tem funcionários e equipamentos próprios e no restante a empresa atua com parceiros para atender os consumidores.

Em termos territoriais o Brasil é complexo, e as operações feitas nesse sentido demandam um altíssimo compromisso logístico. “Por exemplo, temos uma rede de varejo em Salvador e por alguma razão o consumidor não consegue comprar um determinado produto por conta da falta de estoque. Mas essa loja possui esse produto em uma filial de outro estado, ou na loja do seu site. Cabe a nós fazer com que esse produto chegue ao cliente no mesmo dia, e a loja evita perder essa venda. Isso é muito importante porque a empresa fez o investimento, ela aplicou o capital, mas o produto não está ali naquela hora”, explica Marchesan.

A ideia do omnichannel, segundo o executivo, é justamente essa. Com os estoques integrados, os dois lados da movimentação saem ganhando, tanto a empresa, que não deixa de vender o produto, quanto o consumidor que, em boa parte das vezes, está procurando certo imediatismo na compra e deseja ter sua aquisição em mãos o mais rápido possível. “É um serviço que visa essa flexibilidade, de coletar em um lugar e distribuir em outro, sempre focado no consumidor. E isso é muito necessário para produtos de tecnologia, por exemplo, de alto valor agregado, quando a pessoa quer ver logo o que comprou”.

Foto: Divulgação/ Sequoia
Foto: Divulgação/ Sequoia

O modus operandi da situação, segundo Marchesan, varia de acordo com o destino da mercadoria, ou seja, toda a logística da operação está atrelada à cidade que corresponde ao pedido. “Quem manda é o destino. Nós trabalhamos com acordos com as companhias aéreas, e, dependendo do destino do produto, avaliamos qual é a melhor opção de transporte. Se for pra Recife, por exemplo, é o aeroporto de Guarulhos, se for Porto Alegre, é Congonhas ou Viracopos, em Campinas.”, diz o executivo.

Outra questão que envolve principalmente a entrega same day é o corte de horário, ou seja, o limite que o cliente tem para solicitar esse tipo de serviço. “Dependendo da situação, cada corte é diferente. Se o produto está no nosso CD, esse corte pode ser às 14 horas. Se está em outro CD, aproximadamente ao meio-dia. Se o produto está em uma loja, o horário é dez da manhã. O prazo da oferta diminui de acordo com cada operação”, conta Marchesan.

A ideia da Sequoia é aproveitar o momento particular que vive o país em termos de e-commerce. Nos últimos 15 anos o setor apresentou um crescimento voluptuoso. De acordo com o E-Bit, ferramenta criada para avaliar a reputação das lojas virtuais, o e-commerce vai apresentar alta de 10 a 15% nos faturamentos de 2017. Em 2016, o setor cresceu 8%, segundo a instituição. Já o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) registrou que, somente em 2015, foram realizadas 106,2 milhões de compras on-line por mais de 39 milhões de consumidores. O faturamento naquele ano chegou a R$ 41,3 bilhões.

“O brasileiro sempre é o primeiro ou o segundo no mundo a aderir às novas mídias, às novas tecnologias. Basta observar o Facebook, as redes sociais. Essa intimidade vai continuar, e os produtos que estamos oferecendo só vão aumentar isso, as pessoas vão aliar a ida à loja com a compra on-line. Com o passar do tempo, as pessoas estão notando que a internet e as novas tecnologias oferecem uma conveniência maior para o cliente”, completa o CEO da Sequoia.

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