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Quarta-feira, 7 de março de 2018 - 11h57
SuperFrio adquire a totalidade das ações da Cefri
Concluída no mês de janeiro, negociação é mais uma etapa do plano de crescimento da companhia; meta para este ano é incrementar o faturamento em 100%

A SuperFrio, operador logístico frigorificado 100% pertencente ao Pátria Investimentos, adquiriu, no último mês de janeiro, a totalidade das ações da Cefri, empresa do mesmo segmento localizada em Mairinque (SP). Segundo o diretor executivo da SuperFrio, Francisco Moura, o negócio é mais uma etapa do plano de crescimento traçado pela companhia. O executivo calcula que a aquisição irá gerar um incremento de 25% no faturamento da SuperFrio já neste ano. A meta para o acumulado de 2018, revela, é chegar a R$ 200 milhões de faturamento, o que significaria um crescimento de 100% ante 2017.

Segundo Moura, a marca Cefri será mantida. “Trata-se de uma empresa com mais de 40 anos e muito forte no mercado. A Cefri é uma referência de qualidade para os clientes, então não faz sentido alterarmos”, diz. Quanto às atividades da empresa, o executivo anuncia que a meta é manter o nível operacional e buscar ainda mais eficiência. “Já temos um plano de investimento traçado. Ao longo de 2018 vamos aplicar R$ 8 milhões na planta da Cefri. Vamos investir em equipamentos de movimentação e armazenagem, iluminação LED, equipamentos com mais eficiência na sala de máquinas e na aplicação de um WMS”, revela.

A planta da Cefri, que ocupa uma área total de 200 mil m², conta com 170 colaboradores, disponibiliza 20 mil posições-palete e tem capacidade para 100 mil m³ de armazenagem de carnes bovina, de aves e peixes, vegetais congelados e chocolates. “Também armazenamos produtos para uma cadeia de restaurantes para a coletividade, anteriormente chamada de cozinhas industriais”, conta.

Divulgação

A unidade localizada em Mairinque movimenta 50 mil toneladas por mês e atua para clientes dos mercados de armazenagem geral, exportação e importação. Atualmente, 30 empresas utilizam a estrutura. Destas, 20% são clientes que realizam os fluxos de importação e exportação e as demais ocupam a área com produtos que serão destinados ao mercado interno.

Na opinião de Moura, o grande diferencial da unidade é a operação integrada do armazém com o serviço de distribuição. Ao todo, seis clientes utilizam esse modelo de negócio. A distribuição, realizada com veículos pequenos, tem como destino cidades do interior do estado e da Grande São Paulo. “Temos uma equipe de inteligência de roteirização e entrega, além de aplicarmos equipamentos mobile para as entregas. Por mês, para as operações de distribuição, são 20 mil t movimentadas”, afirma.

O diretor executivo revela que essa expertise foi um dos pontos que chamaram a atenção da SuperFrio no momento da aquisição. Por isso, anuncia, o objetivo é replicar o serviço de distribuição para as outras unidades da companhia. Vale lembrar que a empresa conta com unidades em Jacareí, Mogi Guaçu, Vargem Grande do Sul, três em Ribeirão Preto e uma em Arapongas (PR). De acordo com Moura, a meta para o final do ano é de que dez clientes que atuam em Mairinque apliquem o serviço agregado de armazenagem e distribuição.

Há outro ponto com oportunidade de expansão. “A Cefri tem uma grande qualidade em gestão de refrigeração. Em Mairinque são adotadas as melhores práticas, com os melhores e mais eficientes evaporadores, um ótimo sistema de degelo e sistemas de controle eficazes na sala de máquinas”, descreve. Segundo Moura, a equipe que atua na planta de Mairinque irá trabalhar para replicar o modelo e a inteligência em refrigeração para as outras unidades.

A aquisição da Cefri também reforça a atuação da SuperFrio em operações mais amplas e complexas, realizando picking, fracionamento, montagem de kits e etiquetagem de nacionalização de produtos importados. “Vamos agregar esses serviços à armazenagem tradicional, oferecer elevado padrão de qualidade para que tenhamos um crescimento sustentável.”

Segundo o executivo, com essas ações a ideia é consolidar o negócio com operações que possuam contratos de médio e longo prazos. “Queremos operações estáveis, com contratos acima de dois anos”, salienta.

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