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Segunda-feira, 14 de maio de 2018 - 10h55
USP apresenta estudo sobre navegação no canal de acesso do Porto de Santos
Laboratórios da universidade apresentaram cenários considerando o recebimento de navios porta-contêineres de porte elevado

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) promoveu, na última quinta-feira, dia 10 de maio, a apresentação de mais uma fase do Estudo e Pesquisa de Obras para a Otimização Morfológica, Náutica e Logística do Canal de Acesso do Porto de Santos, elaborado pela Universidade de São Paulo (USP) por meio dos laboratórios do Centro de Gestão em Estudos Navais (CEGN) e do Tanque de Provas Numérico (TPN).

O evento reuniu representantes do setor privado e de associações e entidades do segmento portuário e foi aberto por Alex Oliva, diretor-presidente da Codesp, que destacou que a entidade conta com o apoio e a participação de todos os setores envolvidos para promover as condições necessárias e tornar o porto de Santos  ainda  mais atrativo. A apresentação foi conduzida pelos professores Marcos Pinto, do CEGN, e Rafael Watai, pesquisador do TPN.

Oliva, diretor-presidente da Codesp, na abertura do evento - Foto: Divulgação

Na verificação de cenários, o estudo promoveu uma análise de custo-benefício com avaliações de valores econômicos  a partir do cenário atual do canal, com profundidade de 15 metros, e de um cenário futuro, com profundidade de 17 m, viável para navios de até 15 mil TEUs, considerando-se os investimentos em infraestrutura, custos de manutenção em dragagem, investimentos dos terminais em reforço e aprofundamento dos berços, bem como novos equipamentos,  resultando em ganhos econômicos aos usuários, gerado pelo atendimento a navios de maior porte. O passo inicial da implantação desse projeto concentra-se no aprofundamento do canal de acesso para 16 m.

Para analisar a manobrabilidade, o estudo utilizou  simulações matemáticas considerando navios porta-contêineres com 366 m de comprimento e 52 m de boca, com capacidade para 14 mil TEUs, com o objetivo de avaliar  a viabilidade do acesso de navios desse porte em Santos, que atualmente atende porta-contêineres com até 336 m de comprimento, 48 metros de boca e 14 mil TEUs de capacidade.

Quanto à viabilidade das manobras de entrada e saída  de navios de 366 m de comprimento, as condições ambientais e  meteorológicas necessárias devem apresentar visibilidade acima de uma milha náutica, estofo de maré, vento abaixo de 15 nós e ondas abaixo de 1,5 m. No que diz respeito aos rebocadores, seria necessária a utilização de quatro embarcações, com rebocadores centro proa e centro popa com capacidade de tração de 70 toneladas e soma total dos empuxos de 270 t de tração.

Ao abordar a amarração, o estudo concluiu que, considerando a interação hidrodinâmica entre os navios passantes e os atracados, são necessários novos planos de amarração, com uso de traveses e observação por parte das tripulações para que os cabos não fiquem brandos, além de fiscalização constante, atenção, cuidados e vigilância por parte da embarcação, administração do porto e de terminais.

A Codesp vai agora desenvolver planos para implantar as recomendações do estudo no que se refere aos novos navios, além de cumprir determinações da Autoridade Marítima quanto aos eventos de rompimento de cabos de amarração.

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