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Segunda-feira, 4 de junho de 2018 - 11h57
Planejamento garante operação sadia da Ouro Verde em 2017
Companhia focou em contratos mais rentáveis e desacelerou projeções de crescimento, garantindo estabilidade

A Ouro Verde, empresa que atua com gestão e terceirização de frotas, divulgou as mudanças financeiras que implementou ao longo de 2017 e que contribuíram para um desempenho sadio. Com foco voltado para os contratos mais rentáveis, a companhia conseguiu alongar prazos de empréstimos e financiamentos e fechar o ano com o endividamento líquido 9,9 % menor. A estratégia garantiu a manutenção do Rating Corporativo A, emitido pela agência de riscos Fitch.

Em função da crise econômica e do elevado custo financeiro dos últimos anos, a Ouro Verde decidiu desacelerar seu crescimento. Em 2017, a companhia injetou R$ 303,4 milhões, 3,1% a menos que em 2016. “A medida que reduzimos os investimentos, a dívida também foi caindo. E pela melhoria da eficiência e dos ganhos operacionais, alcançamos a redução da dívida e da alavancagem”, explica o diretor-presidente, Karlis Kruklis.

O planejamento garantiu, ainda, estabilidade à margem Ebitda, que fechou 2017 com índice igual ao do ano anterior, de 64,6%. “Se a crise é ruim porque limita o crescimento, dá mais força para negociar com fornecedores e conseguir preços mais competitivos. Saímos de contratos que eram menos atrativos, o que nos permitiu manter a margem mesmo com a receita em leve queda”, analisa Kruklis.

Quanto aos números, a receita operacional líquida caiu 3,9%, passando de R$ 975,5 milhões em 2016 para R$ 937,9 milhões em 2017. Na avaliação do executivo, a manutenção da nota A pela agência Fitch desde 2015 é resultado de um trabalho contínuo de gestão financeira e relacionamento com investidores e instituições de crédito. “Grande parte das empresas que fazem rating tiveram redução ao longo de 2016 e 2017. Manter o rating alto mostra que nosso trabalho é realmente consistente e reconhecido pelo mercado”, completa.

O ganho de eficiência, no entanto, acabou repercutindo nas despesas financeiras da Ouro Verde. Para concluir atividades de baixa rentabilidade, por exemplo, a empresa precisou desmobilizar frota, encerrar contratos e reparar equipamentos. A mudança do perfil da dívida também demandou recursos para o redesenho dos débitos junto aos bancos e a captação de novas linhas de longo prazo. Todos esses gastos impactaram no lucro líquido da companhia, que fechou 2017 com saldo negativo de R$ 5,1 milhões.

“Tivemos um lucro bem pequeno em 2016, que se transformou em um pequeno prejuízo em 2017. Mas, tecnicamente, o resultado ficou bem próximo de zero”, avalia. Ainda segundo Kruklis, somente ao longo deste ano será possível perceber de forma expressiva o impacto positivo das mudanças implementadas. “Com a taxa Selic próxima dos 6%, as despesas financeiras derretendo e não tendo mais os custos de sair de algumas operações, acreditamos que vamos voltar a ter lucro. E um lucro bastante expressivo”, salienta o diretor-presidente da Ouro Verde.

 
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