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Quinta-feira, 18 de outubro de 2018 - 16h16
Greenbrier Maxion promove visita à fábrica de Hortolândia
Unidade foi inaugurada em 2003 e conta com 133 mil m² de área construída

Como parte das comemorações dos 75 anos da fundação da Fábrica Nacional de Vagões (FNV), a Greenbrier Maxion abriu ontem, dia 17 de outubro, as portas de sua planta localizada em Hortolândia (SP) à imprensa, assim como a AmstedMaxion fez na última semana em Cruzeiro (SP). Leia mais no link a seguir:

AmstedMaxion comemora 75 anos da unidade de Cruzeiro com inovações logísticas

As duas unidades de negócios são originárias da FNV, criada no dia 22 de outubro de 1943. A fábrica de Hortolândia iniciou suas operações em 2003 e possui capacidade para produzir até 10 mil vagões por ano. Instalada em um terreno de 951 mil m² e com 133 mil m² de área construída, ela conta com áreas destinadas às atividades de fabricação, montagem, pintura, acabamento e reforma de vagões, além de pátio de manobras ferroviárias.

Divulgação
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A Greenbrier Maxion produz vagões dos modelos gôndola, tanque, hopper e plataforma com projetos customizados que atendem às necessidades de cada cliente, de acordo com a carga a ser transportada e as características de cada ferrovia.

Durante a visita, o presidente da AmstedMaxion, Eduardo Scolari, destacou a importância das ferrovias para a infraestrutura de transporte nacional e também a necessidade de o poder público dispensar maior atenção ao modal. “O Brasil precisa desatar alguns nós nesse setor, como o das concessões. Isso é essencial para que haja uma programação de demanda para a indústria fabricante de vagões. O potencial é enorme”, disse.

“Existe outro ponto importante: dos 130 mil vagões que compõem a frota brasileira, 60 mil têm mais de 40 anos de idade e, destes, cerca de 40 mil estão ultrapassados”, destacou o executivo, indicando que existe muito espaço para a renovação da frota ferroviária nacional. “Isso causa uma improdutividade muito grande, muitas perdas pela utilização de vagões com capacidade de carga menor que os produzidos atualmente.”

“Fazendo uma conta bastante rudimentar, que o Brasil demore dez anos para renovar essa frota, estamos falando de uma demanda de 4 mil vagões por ano. Isso, associado ao crescimento natural do mercado, faria o setor ferroviário muito saudável pela próxima década. E isso vale para locomotivas também. Existe uma série de oportunidades no segmento, mas ele precisa receber um olhar mais focado”, completou Scolari.

Histórico

A FNV foi fundada em 1943 pelo então presidente Getúlio Vargas com o intuito de fortalecer a indústria nacional e ampliar a ferrovia no Brasil. Em 1990, a FNV tornou-se Maxion ao ser adquirida pelo grupo brasileiro Iochpe, e no ano 2000 foi formada uma joint venture com a norte-americana Amsted Industries, formando a AmstedMaxion.

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No ano passado, a fabricante de vagões norte-americana The Greenbrier Companies se tornou acionista majoritária da unidade de vagões da companhia, que passou a se apresentar com o nome Greenbrier Maxion. Em Cruzeiro, a empresa atua sob o nome AmstedMaxion no segmento de fundição.

Hoje, Greenbrier Maxion e AmstedMaxion formam a maior operação ferroviária integrada na América do Sul e são responsáveis por quase 50% da frota ferroviária que roda atualmente no Brasil, com 63 mil vagões produzidos.

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