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Segunda-feira, 26 de novembro de 2018 - 9h24
TCP finaliza obras de ampliação do cais de atracação
Investimento de mais de R$ 115 milhões vai garantir ampliação de 60% na capacidade do terminal

A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá (PR), finaliza neste mês de novembro as obras de expansão de seu cais de atracação de navios, que passa de 879 para 1.099 metros de extensão e de 40,75 para 50 metros de largura. As obras demandaram investimentos superiores a R$ 115 milhões e estão sendo concluídas quatro meses antes do prazo inicialmente programado.

Com a expansão e a consequente possibilidade do terminal de operar simultaneamente três dos maiores e mais modernos navios de conteinêres – além de um navio de transporte de automóveis, que atracará em dolphins exclusivos – em operação na América Latina, o TCP ampliará em 60% sua capacidade de movimentação, que passará de 1,5 milhão para 2,5 milhões de TEUs ao ano.

No próximo ano a TCP também concluirá, com investimentos de R$ 468 milhões, as obras de extensão da retroárea do terminal, que será ampliada de 330 mil m² para cerca de 500  mil m². As obras no terminal fazem parte do acordo de renovação antecipada do contrato de arrendamento por mais 25 anos, a partir de 2024, assinada em abril de 2016 junto ao governo federal. O pacote de investimentos, o maior  do setor portuário brasileiro na atualidade, supera os R$ 600 milhões em sua primeira fase.

“Com isso estamos preparados para suportar o crescimento da demanda de exportações, importações, cabotagem e transbordos em nossa área de abrangência pelos próximos 30 anos”, afirma Juarez Moraes e Silva, diretor de Relações Institucionais da TCP. Ele ressalta que as obras de expansão contaram com tecnologia avançada, baseada em estacas em vez de aterros, o que garante mais qualidade e menor impacto ambiental.

O cais de atracação será equipado com cabeços duplos de amarração e defensas cônicas duplas,  permitindo obras de  dragagem de até 16 m, o que possibilitará operar os maiores navios de contêineres pelos próximos 30 anos. “Além disso, ele também contará com sistemas de sinalização, iluminação em LED, sistemas de combate a incêndio e um inovador sistema de proteção para captação de águas oleosas, o que demonstra a constante preocupação da TCP com o meio ambiente”, diz Moraes e Silva.

Já a retroárea será equipada com sistemas de iluminação em LED, três subestações de energia, sistemas de drenagem, sistemas de monitoramento que atendem às mais rigorosas normas internacionais e uma extensa rede de infraestrutura seca preparada para receber, no futuro, a modernização dos equipamentos elétricos de movimentação de contêineres. “A área expandida também utilizará um sistema de proteção para que, em caso de derramamento de óleo e outros produtos perigosos, eles fiquem retidos no sistema de separação impedindo que chegam ao mar”, finaliza o diretor.

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