Quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019 - 16h12
DHL Express moderniza gateway de importação e exportação em Guarulhos
Investimento de R$ 23 milhões aumentou a capacidade e a produtividade das operações

A DHL Express remodelou completamente seu gateway de importação e exportação localizado no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), com um investimento de aproximadamente R$ 23 milhões. Com a nova configuração, a capacidade de processamento no local cresceu quase 50%, chegando a 1.800 remessas por hora, e o tempo de liberação foi reduzido em 30 minutos.

O aporte foi destinado a duas linhas de produção com esteiras motorizadas – uma para os itens de exportação e outra para os de exportação, somando mais de 350 m² de esteiras – equipamentos de raios-x, salas de inspeção e área alfandegada, dentre outros aprimoramentos. O gateway passou a contar também com o sistema caster deck, que consiste em rodas deslizáveis no chão para facilitar a movimentação dos contêineres que transportam a carga de e para as aeronaves, e com o equipamento fast global, que auxilia os colaboradores nas operações de carregamento desses contêineres.

Divulgação
Divulgação

O espaço de 2.400 m² lida com remessas de exportação destinadas a mais de 220 países e territórios, expedidas por meio de 14 voos comerciais que se conectam à malha internacional da DHL, e também de importação, que chegam em oito voos comerciais provenientes de Miami, nos Estados Unidos, Madri e Barcelona,  na Espanha, Frankfurt, na Alemanha, Amsterdam, na Holanda, Santiago, no Chile, Buenos Aires, na Argentina, e Lima, no Peru. Ao todo, 144 colaboradores atuam no gateway da DHL Express no Aeroporto de Guarulhos, que opera 24 horas por dia, de segunda a sábado.

A companhia também investiu na segurança das instalações, que são totalmente monitoradas em tempo real e apresentam rígido controle de acesso. Além disso, existem áreas especiais para remessas refrigeradas e para cargas perigosas, de acordo com as normas da International Air Transport Association (Iata).

Mirele Mautschke, CEO da DHL Express Brasil
Mirele Mautschke, CEO da DHL Express Brasil

“O novo gateway amplia nossa capacidade, eficiência e qualidade no processamento de importações e exportações por meio de Guarulhos. É também mais uma garantia de agilidade para nossos clientes em suas operações internacionais”, aponta Mirele Mautschke, CEO da DHL Express Brasil. “Em nosso projeto, demos grande atenção às questões de desembaraço aduaneiro e demais normas regulatórias, prevendo áreas exclusivas climatizadas para a Receita Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) etc. e um espaço alfandegado de itens retidos ou devolvidos em nossas instalações, melhorando a logística de armazenagem e o fluxo de liberação.

O investimento foi realizado apostando na gradativa recuperação da economia brasileira e também faz parte da estratégia da DHL Express de atender à crescente demanda por entregas relacionadas ao e-commerce no Brasil. Atualmente, o setor é responsável por 30% das cargas operadas pela companhia. “Estamos esperando um crescimento bastante grande nesse segmento. O Brasil é um mercado com um potencial impressionante quando falamos de e-commerce, não somente doméstico, mas também internacional. O brasileiro está cada vez mais conectado, especialmente nas redes sociais, fazendo suas compras on-line”, analisa Mike Parra, CEO da DHL Express para as Américas.

Mike Parra, CEO da DHL Express Americas
Mike Parra, CEO da DHL Express Americas

O executivo destaca que, apesar de o país apresentar um perfil muito mais importador no e-commerce, as exportações também devem crescer nos próximos anos. “Temos exemplos de clientes da própria DHL Express que querem levar seus produtos, feitos no Brasil e já vendidos no mercado doméstico, para fora. É só uma questão de tempo”, diz Parra.

Nesse sentido, a companhia aposta muito no atendimento às pequenas e médias empresas (PMEs) nacionais. “Elas estão buscando isso cada vez mais”, explica Mirele. “Essas empresas ainda operam muito no mercado doméstico, mas no longo prazo nós acreditamos que as exportações vão avançar. É uma tendência bastante forte e isso vai acontecer em algum momento”, completa.