Sexta-feira, 15 de março de 2019 - 11h14
BH Airport investirá R$ 10 milhões no setor de cargas
Desde que passou a administrar o aeroporto, concessionária já investiu R$ 14 milhões no Teca de Belo Horizonte

A concessionária BH Airport, que administra o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, anunciou que fará investimentos de aproximadamente R$ 10 milhões em suas operações com cargas, destinados principalmente à aplicação de novas tecnologias e à obtenção de certificações. O objetivo é alavancar ainda mais o transporte de cargas por meio do terminal aéreo mineiro. De acordo com a própria BH Airport, existe um potencial estimado em US$ 1 bilhão na exportação e em US$ 2 bilhões nas cargas de importação.

As novidades seguem o novo modelo do negócio de cargas adotado pela concessionária, que visa oferecer soluções logísticas integradas. “Esse conceito é a nova linha de negócios dentro da estratégia corporativa adotada pela BH Airport desde o início deste ano, que pretende oferecer serviços e preços adequados às necessidades de cada cliente, principalmente setores de cargas de alto valor agregado”, explica o diretor de Operações e Desenvolvimento de Negócios da BH Airport, Adrian Elkuch.

Divulgação

No momento, o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte está na fase final de certificação como Operador Econômico Autorizado (OEA) pela Receita Federal. Além disso, até meados de 2020 está prevista a obtenção da certificação Centre of Excellence for Independent Validators (CEIV) na categoria Pharma, concedida pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata).

Desde que assumiu as operações do aeroporto, em agosto de 2014, a BH Airport já investiu R$ 14 milhões em seu Terminal de Cargas (Teca), que conta com área total de 12 mil m², com 300 m² destinados a cargas perigosas, 3.350 m³ em câmaras com temperatura controlada de -20°C a 25°C e 11 posições de pátio para estacionamento de aeronaves.

O aporte incluiu a expansão das áreas de exportação e importação, uma nova área dedicada à movimentação de cargas domésticas para as companhias aéreas, novas salas para operadores logísticos e despachantes, um prédio anexo exclusivo para sediar todos os órgãos anuentes, duas novas portarias com rigoroso controle de acesso e segurança 24 horas para a movimentação de cargas internacionais e domésticas e a instalação de duas novas câmaras refrigeradas, além das duas já existentes, totalizando os 3.350 m³.

Dentre as novidades no novo modelo de atuação está a operação como entreposto aduaneiro. Esse regime permite o armazenamento de mercadorias e produtos importados em local alfandegado credenciado pela Receita Federal. Durante o tempo de permanência no Teca, os produtos têm suspensão dos tributos e podem ser nacionalizados de forma fracionada, de acordo com a necessidade do cliente.

Divulgação

De acordo com o gestor de Soluções e Logística Integrada, Peter Robbe, o regime assegura vantagem competitiva às empresas. “A liberação das mercadorias de maneira fracionada permite ganhos com a gestão dos estoques, o fluxo de caixa e com o armazenamento”, diz. Além disso, o novo conceito prevê também a integração com o modal marítimo, atraindo mercadorias que chegam aos portos do Rio de Janeiro e de Santos (SP) para distribuição a partir de Belo Horizonte.

Em 2018, o aeroporto mineiro registrou um crescimento de 10% no volume de cargas internacionais transportadas em relação ao ano anterior, o que equivale a 11 mil toneladas de produtos, principalmente dos setores eletrônico, aeroespacial, automotivo, de ciências da vida (biotecnologia, farmacêutico e equipamentos médicos), minerador e ferroviário.

A BH Airport é formada pelo Grupo CCR, pela Zurich Airport, operadora do Aeroporto de Zurich, principal hub aéreo da Suíça e considerado um dos melhores aeroportos do mundo, e pela Infraero, que detém 49% de participação.