Quarta-feira, 25 de julho de 2018 - 10h23
PV Inova reformula processos e passa a se chamar Thinc
Meta é se reposicionar no mercado e focar no segmento de internet das coisas

Após mais de dez anos de atuação dedicados à rastreabilidade de frota, a PV Inova, identificando oportunidades de negócios devido à evolução de sua tecnologia e a fim de ampliar o foco da companhia para o segmento de internet das coisas (IoT), se reposiciona no mercado e altera sua nomenclatura. A partir de agora a empresa é identificada como Thinc e já nasce com um faturamento, computado em 2017 – ainda sob o antigo nome –, de R$ 15 milhões.

A nova marca surge depois de ter recebidos aportes de R$ 5 milhões de investidores internacionais. A companhia é composta pelos engenheiros Paulo Lerner, que ocupa o cargo de CEO, e por Pedro dos Santos, que exerce a função de COO. Sem revelar nomes, a empresa divulga que a composição societária conta, ainda, com outros executivos.

Segundo Lerner, a Thinc traz como diferencial oferecer solução de IoT integradas, de baixo custo e rápida implantação, desde levantamento de oportunidade em campo, desenvolvimento de sensores e controladores, soluções de conectividade, desenvolvimento de aplicativos e sistemas e inteligência de dados. “Temos pelo menos 80 oportunidades de negócios sendo avaliadas no momento”, diz.

Para o executivo, em um futuro próximo todas as empresas serão impactadas pela internet das coisas e as organizações que não se apropriarem dos benefícios dessa tecnologia irão ficar para trás devido a ineficiências operacionais ou de rentabilidade do negócio.

Ainda de acordo com o CEO, a tecnologia está avançando exponencialmente e abre espaço para as empresas aumentarem o controle sobre seus ativos e processos, melhorar a segurança, diminuir as perdas e reduzir custos. “Criamos, em nosso IoT Lab, soluções altamente customizáveis, que conectam coisas, pessoas, dados e processos. Não só conectamos qualquer ativo à internet como temos capacidade de ajudar as empresas na busca por eficiência, avaliação de performance e melhoria de processos”, garante.

Já Santos avalia que não há limites tanto para o uso da tecnologia quanto para o crescimento da empresa. “Temos soluções em mais de 150 clientes, de forma direta e indireta. Estamos apresentando crescimento de 50% ao ano”, diz. Na opinião do executivo, antes do IoT as empresas não conseguiam enxergar o que acontecia em campo, mas com a tecnologia será possível a digitalização de detalhes da operação que antes não podiam ser acompanhados e aferidos.

Para suportar as mudanças, a empresa irá mudar sua sede do bairro de Botafogo para o centro do Rio de Janeiro. Hoje, a empresa conta com 90 funcionários no Brasil, quinze desenvolvedores de software na Rússia e uma acordo em Israel para o desenvolvimento e a produção de hardwares sob medida. A companhia conta, também, com um escritório em São Paulo.

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