Quinta-feira, 17 de janeiro de 2019 - 10h10
VLI conclui investimento no programa de mecanização da via permanente
Companhia aplicou R$ 140 milhões em 80 máquinas de diferentes portes e na capacitação de 50 profissionais

A VLI, empresa que atua em operações logísticas que integram ferrovias, portos e terminais, concluiu ao final de 2018 seu plano de modernização da frota de equipamentos, ação que integra o programa de Mecanização de Via Permanente. Ao todo, 80 máquinas de pequeno, médio e grande portes foram adquiridas entre 2012 e 2018 totalizando um aporte de mais de R$ 140 milhões. Além disso, o projeto capacitou mais de 50 profissionais para operar os ativos.

Um dos ativos mais recentes, a Tie Gang, está modificando a maneira de substituir dormentes ao longo da malha. Trata-se de um conjunto de sete máquinas que automatiza o serviço, desde a retirada do dormente à fixação da peça nova. A atividade ganha em agilidade – mais de 1.000 dormentes por dia – e reduz riscos de acidentes de trabalho. Segundo o gerente geral de Engenharia Ferroviária, João Silva Júnior, este é um equipamento exclusivo, pensado para a demanda da VLI e reúne cinco equipamentos nacionais.

Divulgação
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A Tie Gang tem sido utilizada na troca de dormentes de madeira por concreto no corredor Centro-Leste, trecho da Ferrovia Centro Atlântica (FCA) que conecta Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo até o litoral capixaba. Somando com a linha da FCA que passa pelo interior de São Paulo e conecta-se ao Tiplam, no Porto de Santos (SP), são mais de 100 quilômetros com o novo insumo, sendo que cerca de 25% contou com o auxílio do equipamento. A mudança para concreto garante uma durabilidade maior da linha.

Há outros ativos em operação que contribuem para a operação da VLI, como as máquinas para conservar a linha férrea – socadoras de linha, reguladoras de lastro e esmerilhadora de trilhos – e maquinário de apoio, como vagões com comporta especial para brita, caminhões rodoviários, além de guindastes rodoferroviários e ferroviários.