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Incerteza econômica, redução de custos e protagonismo da Inteligência Artificial: o que esperar da logística brasileira em 2024

Por Paulo Sarti em 19 de dezembro de 2023 às 10h34 (atualizado às 11h41)
Paulo Sarti

Apesar das dificuldades já conhecidas enfrentadas pelos operadores logísticos, como margens apertadas e problemas de infraestrutura (sobretudo nas regiões fora do Centro-Sul), podemos dizer que 2023 foi positivo. Após um período de crescimento limitado pela pandemia e suas consequentes incertezas econômicas, já em 2022 apareceram os primeiros sinais da retomada: segundo a ABOL (Associação Brasileira dos Operadores Logísticos), houve aumento de 58% nas contratações em relação a 2021. De acordo com o mesmo levantamento, 66,7% dos associados esperavam aumentar a contratação de profissionais em 2023 em comparação ao ano passado. Com a aproximação de 2024, começam as projeções sobre o que os próximos meses reservam para o setor logístico. Aproveito este espaço para compartilhar algumas delas com vocês.

As incertezas em relação à economia continuarão desafiando os operadores logísticos. O ritmo tímido de crescimento no terceiro trimestre deste ano, de 0,1% segundo o IBGE, aliado à taxa de juros ainda muito alta e à elevação da previsão de inflação, de acordo com o boletim Focus, podem impactar os investimentos. Seguirá entre as nossas tarefas diárias a busca constante por mais eficiência nas operações, o fortalecimento de parcerias estratégicas e a continuidade da geração de valor para os nossos clientes, tanto nos processos de armazenagem quanto nos de transporte.

Algumas ações bem-sucedidas este ano devem ser ainda mais protagonistas em 2024. Envolver equipes além da área comercial na geração de negócios provou ser um excelente caminho para atrair novos clientes, assim como dar voz aos colaboradores para que participem ativamente da otimização dos processos operacionais. No que diz respeito à infraestrutura, os armazéns multiclientes ganharão cada vez mais terreno, pois permitem, por exemplo, que empresas ampliem seu espaço de armazenagem e sua capacidade de transporte em períodos do ano em que há aumento da demanda, como Black Friday e Natal. Tudo isso com custos mais atraentes, a partir do compartilhamento de despesas fixas.

A tecnologia, por sua vez, permanecerá entre os pilares da gestão logística. Como demonstrou a edição deste ano do Third-Party Logistics Study, desenvolvido pela NTT Data Services, Penske Logistics e pelo professor e pesquisador da cadeia de suprimentos Dr. C. John Langley, 94% dos operadores logísticos consideram a adoção de tecnologias emergentes essencial para o crescimento futuro das cadeias de suprimentos. O uso de soluções baseadas em Inteligência Artificial, por exemplo, pode agilizar a identificação de sinergias operacionais para otimização de carga, consolidação de viagens e melhor aproveitamento do transporte, além de auxiliar na criação de hubs em pontos estratégicos, para diminuir custos, tempo de entrega e emissão de gases poluentes.

Se me pedissem para definir em uma palavra o que se espera da logística em 2024, diria "flexibilidade". As exigências de consumidores e empresas continuarão evoluindo dinamicamente, e caberá aos operadores logísticos se adaptarem às mais diferentes necessidades, por meio de uma cadeia integrada e inteligente, baseada nas iniciativas mais inovadoras do mercado.

*Por Paulo Sarti, diretor-presidente da Penske Logistics Brasil

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