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Galpões logísticos batem recordes de absorção e preços em 2025, aponta Binswanger

Absorção líquida alcançou 804 mil metros quadrados com preço médio de R$ 29,12 e taxa de vacância de 7,5%
Por Redação em 28 de janeiro de 2026 às 8h41
Galpões logísticos batem recordes de absorção e preços em 2025, aponta Binswanger
Foto: Freepik
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A demanda por galpões logísticos e industriais padrão A ou A+ impulsionou resultados históricos em 2025, de acordo com levantamento da Binswanger Brazil. A pesquisa aponta que empresas de e-commerce, varejo tradicional, operadores logísticos e indústrias farmacêutica e de alimentos e bebidas foram determinantes para o desempenho recorde em absorção líquida, preços e níveis de vacância ao longo do ano.

No quarto trimestre de 2025, a absorção líquida, que representa a diferença entre novas locações e devoluções de áreas, alcançou 804 mil metros quadrados, refletindo o aquecimento do mercado. Ao mesmo tempo, a taxa de vacância caiu para 7,5%, abaixo dos 8,4% registrados no mesmo período de 2024, indicando maior ocupação dos empreendimentos disponíveis.

O cenário de maior demanda também contribuiu para um aumento nos valores pedidos para locação: o preço médio por metro quadrado teve alta de 9,4% em relação ao ano anterior e passou de R$ 26,62, no encerramento de 2024, para R$ 29,12 ao final de 2025. O movimento reforça a atratividade dos ativos logísticos em regiões consolidadas e próximas aos principais centros consumidores.

 

E-commerce lidera ocupação de galpões logísticos

Mercado Livre, Shopee e Amazon lideram como os principais ocupantes de galpões logísticos do país, com 2,484 milhões de metros quadrados ocupados, 1,149 milhão de metros quadrados e 644 mil metros quadrados, respectivamente. Na sequência vêm Magalu, com 511 mil metros quadrados, e DHL, que ocupa 370 mil metros quadrados.

 

Aumento do estoque total + alta absorção

Ainda de acordo com a Binswanger, o estoque total de condomínios logísticos e industriais A e A+ alcançou 34,8 milhões de metros quadrados no final do ano. Apenas no período de outubro a dezembro, o mercado recebeu 889 mil metros quadrados de novos condomínios. Esse volume de entregas, no entanto, não foi suficiente para reverter a tendência de redução da vacância observada ao longo do ano.

Para 2026, a consultoria projeta uma absorção líquida de aproximadamente 2,8 milhões de metros quadrados no segmento de condomínios industriais e logísticos. Com a entrada prevista de 4 milhões de metros quadrados de novo estoque, a taxa de vacância poderá subir para 9,9%, indicando um mercado ainda ativo, porém com maior oferta disponível.

 

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