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Movimentação de grãos puxa crescimento no Porto de Paranaguá

Terminal computou, apenas no mês de março, crescimento de 21%; expectativa para o semestre é ampliar em 20% as operações
Por Redação em 29 de abril de 2020 às 9h44

A movimentação de grãos no estado do Paraná apresentou, apenas no último mês de março, aumento de 21% quando comparada ao mesmo período de 2019. A expectativa dos terminais que integram o Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá é que, no acumulado do primeiro semestre do ano, o crescimento seja de 20% em relação aos seis primeiros meses de 2019.

Segundo o diretor do Grupo Interalli, que opera dois terminais no porto, Fabrício Fumagalli, a companhia computou acréscimo de 28% na safra de soja neste ano no Paraná na comparação com 2019. A produção subiu de 16,5 milhões de toneladas na safra 2018-2019 para 20,8 milhões de t em 2019-2020.

O executivo conta que a previsão de crescimento da Interalli Grãos é de 15%, com uma mudança no mix dos produtos movimentados. “No primeiro semestre do ano passado operamos muito milho. Agora praticamente não tivemos milho, mas temos mais soja”, explica.

Movimentação de grãos puxa crescimento no Porto de Paranaguá

As perspectivas positivas são amparadas pela alta na produção paranaense, a mudança favorável no câmbio e a retomada das compras pela China. “Os terminais estão operando, na maior parte do tempo, com pouca interrupção. Temos bastante produto e demanda e outro fator, que é o clima seco, fundamental para o sucesso das operações no Porto de Paranaguá”, diz o gerente do terminal Interalli Grãos em Paranaguá, Helder Catarino.

Um dos fatores que favoreceram os produtores de grãos foi a variação do câmbio que, hoje, está favorável para a exportação. “O produtor importou insumos para a produção de soja, no ano passado, com um câmbio mais baixo, teve custo reduzido para o plantio e a venda está rendendo bem agora. Ou seja, temos um mercado aquecido lá fora e a produção foi em grande escala”, completa Helder.

A China é o principal comprador de grãos brasileiros, especialmente no primeiro semestre. De acordo com Fumagalli, o país está retomando as negociações. “O primeiro semestre é de uma compra bem concentrada na América do Sul e a China quer retomar os negócios”, comemora.

Para o segundo semestre do ano, a aposta é no milho. Fumagalli explica que, devido à Covid-19, o consumo de carne foi reduzido no mercado interno, então acaba sobrando milho. “Diminuiu também a produção de etanol, o que também reflete na sobra do milho. E a expectativa é que a safrinha venha com uma boa produtividade, além do câmbio favorável. Com isso, devemos ter uma competição menor do milho no mercado interno e grandes escalas nas exportações.”

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