Ibovespa
177.512,70 pts
(-0,27%)
Dólar comercial
R$ 5,09
(0,35%)
Dólar turismo
R$ 5,29
(0,28%)
Euro
R$ 5,86
(0,20%)

Indústria química testa alternativa aos isotanks para reduzir custo das importações da China

Projeto da DHL Global Forwarding substitui tanques por flexitanks e reduz em cerca de 40% o custo logístico da rota entre China e Brasil
Por Redação em 4 de agosto de 2026 às 8h00
Indústria química testa alternativa aos isotanks para reduzir custo das importações da China
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A escassez de isotanks e a alta dos custos do frete marítimo têm levado empresas da indústria química a buscar alternativas para a importação de produtos líquidos da China. Nesse cenário, um projeto conduzido pela DHL Global Forwarding substituiu isotanks por flexitanks na rota entre a China e o Porto de Santos (SP), reduzindo em aproximadamente 40% o custo logístico da operação, segundo a empresa.

A operação-piloto foi realizada para uma multinacional do setor químico e teve como objetivo avaliar a viabilidade técnica e econômica do uso de flexitanks - reservatórios flexíveis de polietileno instalados no interior de contêineres convencionais - em substituição aos isotanks.

De acordo com a DHL, a mudança reduz a dependência de um equipamento cuja disponibilidade está limitada pela forte demanda no mercado asiático. Como os isotanks precisam ser reposicionados após a descarga, a oferta desses ativos tornou-se insuficiente para acompanhar o volume de exportações de líquidos industriais a partir da China.

Segundo Eric Brenner, CEO da DHL Global Forwarding no Brasil, a previsibilidade da cadeia de suprimentos passou a ser um fator tão importante quanto o custo do transporte. "Em um cenário de volatilidade global, em que a premissa passou a ser garantir o embarque e a previsibilidade da matéria-prima tornou-se mais crítica do que a busca pelo menor frete spot, o controle do ativo traz resiliência à linha de produção", afirma.

A empresa informa que o projeto também buscou superar restrições históricas ao uso de flexitanks, relacionadas ao risco de perdas de produto durante a descarga. Segundo a DHL, o modelo utilizado incorpora uma solução interna para facilitar o escoamento da carga e reduzir o volume residual.

Além do ganho operacional, a companhia destaca benefícios ambientais. Diferentemente dos isotanks, que exigem lavagem química após o uso, os flexitanks são destinados à reciclagem após a descarga, eliminando essa etapa do processo e reduzindo o consumo de água e a geração de efluentes.

Segundo a DHL Global Forwarding, a expectativa é ampliar o uso do modelo em outras rotas de abastecimento da América Latina, à medida que a indústria busca alternativas para reduzir custos e minimizar os impactos das restrições logísticas no comércio exterior.

Usamos cookies e tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência, analisar estatísticas e personalizar a publicidade. Ao prosseguir no site, você concorda com esse uso, em conformidade com a Política de Privacidade.
Aceitar
Gerenciar