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Primeiro bimestre indica tendência positiva para implementos rodoviários

Fabricantes distribuíram 22.825 produtos em janeiro e fevereiro de 2022, o que representa variação de 2,05%
Por Redação em 14 de março de 2022 às 15h30

O resultado obtido no primeiro bimestre de 2022 pela indústria de implementos rodoviário indica tendência positiva nos negócios este ano. Em janeiro e fevereiro os fabricantes entregaram ao mercado 22.825 unidades diante dos 22.367 produtos emplacados no primeiro bimestre de 2021, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir). Isso representa um crescimento de 2,05%. “A variação moderada está de acordo com nossa expectativa de início de ano”, afirma José Carlos Spricigo, presidente da Anfir.

No segmento de reboques e semirreboques os destaques são as linhas de canavieiros, baú frigorífico e transporte de toras. Os dois primeiros estão ligados ao agronegócio, principal cliente da indústria de implementos rodoviários, enquanto o terceiro responde pelo transporte de madeira bruta, que é matéria-prima para as mais diversas aplicações. O resultado de emplacamentos, com variação de 4,98%  menor comparado ao mesmo periodo de 2021, reflete o momento sazonal da safra. “A colheita começou em meados de fevereiro e ganhará mais intensidade já em março”, diz Spricigo.

O segmento de carroceria sobre chassis apresentou variação positiva de 12,39% no primeiro bimestre do ano com relação ao mesmo período de 2021. Os destaques são basculante e carga seca, ligados à construção civil, e tanque, utilizado no transporte de combustíveis e demais cargas líquidas.

O conflito entre Ucrânia e Rússia, na visão da Anfir, pode trazer mais aumentos de custos de commodities, como aço,  que afeta diretamente os fabricantes por ser sua matéria-prima principal. Outro reflexo negativo para o setor, esse indireto, está ligado às exportações. A queda nas vendas de grãos ou carnes congeladas, por exemplo, reflete negativamente nas empresas do agronegócio. “Por sermos parte integrante da cadeia de comércio exterior, o que afeta o agronegócio afeta também a indústria de implementos rodoviários”, conclui o presidente da associação.

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