
A Ultracargo, maior operadora independente de armazenagem de granéis líquidos do Brasil, divulgou seu primeiro Relatório de Sustentabilidade individual, detalhando os resultados dos investimentos realizados entre 2024 e 2025. Segundo a empresa, foram aplicados cerca de R$ 1,2 bilhão em expansão de infraestrutura, ampliação de corredores logísticos e projetos de automação voltados à segurança operacional.
Entre os destaques do período está o avanço da estratégia de interiorização da operação. A companhia inaugurou um terminal em Palmeirante (TO), conectado por ferrovia ao Porto de Itaqui (MA), fortalecendo a movimentação de combustíveis, biocombustíveis e produtos químicos para as regiões Norte e Nordeste. Também foram realizadas ampliações nos terminais de Rondonópolis (MT) e Santos (SP), além da conclusão de obras ferroviárias em Paulínia (SP).
De acordo com a empresa, os investimentos contribuíram para um aumento de 6% na capacidade estática de armazenagem e ampliaram a integração entre modais ferroviário, rodoviário, dutoviário e hidroviário.
Robótica reduz tempo de manutenção
O relatório também destaca a adoção de tecnologias voltadas à segurança das operações. No terminal de Santos, a Ultracargo passou a utilizar sistemas robotizados para inspeção e limpeza de tanques de armazenagem.
Segundo a companhia, a tecnologia reduziu o tempo de manutenção de 15 para dois dias e eliminou a necessidade de entrada de trabalhadores em espaços confinados, diminuindo riscos operacionais. A iniciativa foi reconhecida em 2025 com premiações voltadas à inovação na infraestrutura portuária e logística.
Sustentabilidade e metas operacionais
Na área ambiental, a empresa informou que nove de seus terminais já atingiram a meta de Aterro Zero, priorizando reciclagem e coprocessamento de resíduos em substituição ao descarte em aterros. A Ultracargo também afirmou utilizar energia elétrica 100% renovável em todas as unidades, antecipando uma meta originalmente prevista para 2030.
O documento apresenta ainda metas de longo prazo relacionadas à segurança operacional, gestão de riscos e redução de impactos ambientais. Segundo a companhia, o objetivo é consolidar, até 2030, uma posição de referência em segurança e eficiência logística para setores como agronegócio, combustíveis e biocombustíveis.
No campo social, a participação feminina em funções operacionais alcançou 22% em 2025, crescimento de 5,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior. A evolução é atribuída a programas de capacitação e inclusão desenvolvidos pela empresa.
Com quase 60 anos de atuação, a Ultracargo opera terminais conectados aos principais corredores logísticos do país e movimenta combustíveis, biocombustíveis, químicos, petroquímicos e óleos vegetais em diferentes regiões do Brasil.