
A Libraport Campinas movimentou US$ 520 milhões em cargas destinadas a projetos de data centers no primeiro semestre de 2026. O valor já supera em 35,8% os US$ 383 milhões registrados pela empresa durante todo o ano de 2025, acompanhando a expansão da infraestrutura de processamento e armazenamento de dados no país.
Entre os produtos movimentados estão servidores, racks e outros componentes utilizados na implantação e ampliação de data centers. Por apresentarem alto valor agregado, essas cargas demandam procedimentos específicos de recebimento, inspeção, armazenagem, movimentação e transporte.
“O desempenho do primeiro semestre mostra que a expansão dos data centers já está produzindo efeitos concretos sobre a cadeia de comércio exterior e logística. Em apenas seis meses, movimentamos um valor de cargas superior ao registrado em todo o ano passado”, afirma Bruno Barbosa, diretor-presidente da Libraport.
Segundo a empresa, o avanço da computação em nuvem, do processamento de dados e das aplicações de inteligência artificial vem ampliando a necessidade de novos data centers no Brasil e, consequentemente, a demanda por equipamentos destinados a essas estruturas. A Libraport atende diferentes etapas das operações de comércio exterior, desde o recebimento até a liberação e expedição das cargas.
Saúde animal
A movimentação de cargas de alta tecnologia não é o único segmento especializado que apresentou crescimento na Libraport em 2026. Entre janeiro e abril, o recinto alfandegado movimentou US$ 203,58 milhões em produtos destinados à saúde animal, alta de 56% sobre os US$ 130,59 milhões registrados no mesmo período de 2025.
O desempenho ocorreu em sentido contrário ao mercado brasileiro de produtos para saúde animal. De acordo com dados do Comex Stat, as importações do segmento somaram US$ 302,4 milhões no primeiro quadrimestre, queda de aproximadamente 20% em relação aos US$ 378 milhões registrados nos quatro primeiros meses do ano passado.
Em todo 2025, a Libraport movimentou US$ 422,68 milhões em cargas de saúde animal. O valor registrado nos primeiros quatro meses de 2026 corresponde a quase metade desse montante.
A operação inclui medicamentos veterinários, vacinas, produtos biológicos, insumos farmacêuticos e outras cargas que exigem controle de temperatura. A estrutura conta com áreas refrigeradas e climatizadas, mais de 5,3 mil posições-palete destinadas a produtos com necessidade de controle térmico, docas preparadas para mercadorias termossensíveis e áreas segregadas para evitar contaminação cruzada.
A empresa também mantém equipe técnica especializada, com acompanhamento de médica veterinária responsável pelos processos relacionados às exigências do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), além de protocolos de armazenagem, rastreabilidade e monitoramento das condições das cargas.