
A Black Friday deve movimentar R$ 13,3 bilhões no e-commerce brasileiro entre os dias 26 e 29 de novembro deste ano, 20,7% acima do registrado no ano passado. As projeções da Neotrust, solução de inteligência de mercado da plataforma Confi, em parceria com o E-Commerce Brasil, estimam a venda de 69,4 milhões de produtos nas lojas e ecommerce do Brasil no período, uma alta de 15,4% na comparação anual.
De acordo com a pesquisa, lojistas e operadores logísticos encontrarão um cenário desafiador: consumidores compram mais, porém gastam menos por compra. Entre janeiro e setembro de 2026, o comércio eletrônico registrou 1,20 bilhão de pedidos, alta de 34,9% em relação ao mesmo período de 2025. O número de produtos vendidos cresceu 19,2%, enquanto o ticket médio caiu 13,4%, para R$ 268,20.
Datas promocionais requerem planejamento
Um dos fatores que contribuem para o aumento de vendas com queda no ticket são as datas duplas, como 10.10, 11.11, 12.12, que emergiram como tendência no e-commerce e contribuem para pulverizar o orçamento dos consumidores e o planejamneto dos varejistas.
O 11/11 deve movimentar R$ 3,17 bilhões neste ano, consolidando-se como uma das principais concentrações de vendas do calendário. Junto com a Cyber Monday, campanha específica para eletrônicos que acontece na segunda-feira após a Black Friday, e outras comemorações de final de ano, o mês de novembro passa a reunir diferentes momentos de pico.
Isso exige atenção no planejamento da cadeia de suprimentos e logística de entregas, demandando que empresas planejem compras, distribuição e estoques com antecedência e avaliem com cuidado o potencial de retorno de cada ação promocional, ao invés de concentrar toda a estratégia em uma única data.
Uso de dados e inteligência artificial ganham evidência
De acordo com o levantamento, o uso de dados pode ajudar a tornar essa preparação mais precisa. Informaçoes como histórico de vendas, padrões de consumo e indicadores operacionais permitem antecipar períodos de maior demanda, ajustar estoques e dimensionar recursos. A inteligência artificial também pode apoiar previsões e identificação de comportamentos atípicos, desde que acompanhada de governança e critérios claros de decisão. O valor dessas ferramentas está na capacidade de orientar escolhas comerciais e operacionais, não apenas em processar grandes volumes de informação.