
A Maersk reforçou sua presença logística no Nordeste com a operação de um centro de distribuição em Cabo de Santo Agostinho (PE), próximo ao Complexo Industrial Portuário de Suape e ao Aeroporto Internacional do Recife. Com cerca de 12 mil m² de área total, a unidade amplia a capacidade da companhia para atender setores como bens de consumo, automotivo, tecnologia e varejo em uma das regiões que mais cresceram em movimentação de cargas no país.
O armazém está localizado a cerca de 20 quilômetros do Porto de Suape, com acesso à BR-101, e conta com 36 docas, capacidade para receber até 36 contêineres simultaneamente e infraestrutura para operações de armazenagem, distribuição e cross-docking. A unidade já atende clientes dos segmentos de bebidas premium e peças de reposição, além de oferecer suporte a cargas de diferentes perfis.
Segundo Ricardo Rocha, presidente da Maersk para Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina, a expansão responde ao aumento da demanda logística na região. "O Nordeste desempenha um papel cada vez mais estratégico para o desenvolvimento econômico do Brasil. Nosso objetivo é apoiar esse crescimento por meio de soluções logísticas integradas que conectem empresas, mercados e consumidores com mais eficiência, previsibilidade e agilidade", afirma.
A operação reúne serviços de recebimento, armazenagem, gestão de estoques, separação de pedidos e distribuição. O centro utiliza um sistema próprio de gerenciamento de armazéns (WMS), que integra as etapas da operação em uma única plataforma, com controle em tempo real e processos suportados por radiofrequência para ampliar a rastreabilidade e a eficiência operacional.
A unidade também incorpora iniciativas voltadas à sustentabilidade, como iluminação integral em LED, coleta seletiva de resíduos e utilização de equipamentos de movimentação 100% elétricos equipados com baterias de lítio. Segundo a empresa, as medidas contribuem para reduzir as emissões nas operações logísticas e ampliar a produtividade do armazém.
O investimento acompanha o crescimento da movimentação de cargas no Nordeste. De acordo com dados do Ministério de Portos e Aeroportos, com base na Antaq, a região movimentou 329,7 milhões de toneladas de cargas por vias aquaviárias em 2025, enquanto a movimentação de contêineres alcançou 21,2 milhões de toneladas, alta de 9% em relação ao ano anterior.