
A ADM, companhia global do agronegócio, avançou na modernização de sua operação logística em Rondonópolis (MT) ao iniciar a renovação da frota de caminhões responsável pelo transporte de farelo entre a unidade industrial e o terminal ferroviário local, a cerca de 20 quilômetros da planta. A iniciativa tem como objetivo aumentar a eficiência operacional, melhorar a segurança e reduzir impactos ambientais na cadeia de escoamento até o Porto de Santos (SP).
O projeto prevê a substituição gradual de aproximadamente 70 caminhões por uma frota mais enxuta e moderna. Em 2026, 31 novos veículos já entram em operação, com expectativa de chegar a 41 unidades até 2027. Mesmo com a redução no número de caminhões, a companhia projeta dobrar a produtividade, mantendo níveis de desempenho próximos de 100%.
A mudança envolve também a adoção de um novo modelo operacional, com maior integração com transportadoras parceiras e uso de ferramentas de gestão para otimizar o fluxo logístico. Entre as medidas estão o agendamento inteligente de cargas e descargas, operação contínua 24 horas e a utilização de veículos reserva e motoristas substitutos para garantir a continuidade das atividades.
Segundo a ADM, um dos principais ganhos está na eficiência do processo de descarga. Com a adoção de manta deslizante antiaderente, o tempo por operação foi reduzido de mais de 20 minutos para cerca de seis minutos, impactando diretamente a produtividade da frota. “As novas composições trazem melhorias importantes para a produtividade, especialmente com processos mais eficientes de carga e descarga, que reduzem o tempo e aumentam o rendimento dos veículos no dia a dia”, afirma Ricardo Bortolli, proprietário da empresa.
Os novos caminhões também incorporam soluções voltadas à segurança operacional, como sistema de caçamba única, que elimina impactos durante a descarga, e acionamento remoto do basculante, reduzindo a exposição dos motoristas a riscos.
Do ponto de vista ambiental, os veículos são, em média, até cinco toneladas mais leves, o que contribui para a redução do consumo de combustível e das emissões associadas ao transporte, sem comprometer o volume movimentado.
A operação em Rondonópolis é estratégica para o escoamento da produção agrícola da região e passa a operar com um modelo logístico mais eficiente e integrado, acompanhando a crescente demanda por maior produtividade e sustentabilidade no transporte de grãos no país. “Esse projeto mostra, na prática, como ajustes no modelo operacional e o uso de novas tecnologias podem trazer ganhos relevantes de eficiência, mantendo a segurança e a confiabilidade da operação”, completa Vinuesa.