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ABOL define prioridades estratégicas para 2026 em encontro com associadas em São Paulo

Agenda inclui reforma tributária, PL 3757, mercado de carbono, multimodalidade e transformação tecnológica no setor de logística
Por Redação em 5 de março de 2026 às 7h50
ABOL define prioridades estratégicas para 2026 em encontro com associadas em São Paulo
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL) definiu as prioridades estratégicas para os próximos meses durante seu primeiro encontro presencial de 2026, realizado em fevereiro, em São Paulo. A reunião reuniu representantes das empresas associadas para alinhar diretrizes de atuação, discutir desafios regulatórios e econômicos e fortalecer o associativismo no setor de logística.

O encontro teve como objetivo estabelecer frentes de trabalho diante de mudanças normativas, tendências globais de supply chain, indicadores de custos e produtividade, transformações trabalhistas e tecnológicas e diretrizes relacionadas ao mercado de carbono. A condução do Kick Off 2026 foi feita pela diretora executiva da entidade, Marcella Cunha.

Durante a programação, cada diretoria temática apresentou seus planos de ação para o biênio. Na área de Logística de Produtos de Interesse à Saúde, a prioridade será o lançamento de um e-book sobre o papel do operador logístico no setor farmacêutico, além do avanço em pautas de rastreabilidade e boas práticas regulatórias.

A Diretoria de Operações e Inovação elencou como focos a redução de custos, o seguro de cargas, ganhos de eficiência operacional, transformação digital e desenvolvimento de soluções tecnológicas. Também foram citados temas como capacitação profissional, escassez de motoristas e aplicação de inteligência artificial nas operações.

No eixo ESG, a entidade dará sequência à elaboração do terceiro Inventário de Gases de Efeito Estufa das associadas, com atenção a iniciativas de descarbonização e gestão de riscos climáticos. A pauta ambiental também dialoga com o avanço da regulação e com exigências crescentes de clientes.

A Diretoria de Capital Humano indicou como prioridades a robotização no transporte e na armazenagem, além da discussão sobre o fim da escala 6x1. O plano inclui ações voltadas à formação profissional, atração de talentos, desenvolvimento de lideranças, sucessão e uso de dados para apoiar decisões de gestão de pessoas.

No campo jurídico e regulatório, a associação acompanhará a tramitação do Projeto de Lei 3757/2020 e discussões relacionadas à reforma do Código Civil, além de manter articulação com a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. Na esfera tributária e contábil, o foco será a análise dos impactos da reforma tributária, com orientação às empresas para mitigação de riscos financeiros e adequação de processos.

Multimodalidade e integração logística

A ampliação da visão sobre multimodalidade foi apontada como eixo estratégico para o setor. O tema foi abordado por Ricardo Buteri, COO da Santos Brasil e presidente do conselho deliberativo da ABOL. Segundo ele, a integração entre modais é determinante para a competitividade do agronegócio, que depende da combinação entre transporte rodoviário, ferroviário e dutoviário para acesso aos portos.

A diretoria executiva da entidade também destacou a necessidade de atuação representativa conectada às demandas regionais, permitindo que operadores logísticos ampliem sua presença conforme oportunidades locais, mesmo em cenários com limitações de mão de obra.

Atualização de pautas e coordenação institucional

O encontro incluiu a atualização das associadas sobre o andamento das frentes estratégicas e incentivou a participação ativa das empresas na construção das agendas prioritárias. As diretorias apresentaram cronogramas de trabalho e metas alinhadas às diretrizes definidas pelo conselho deliberativo para o biênio.

Ao final do evento, a direção reforçou que a coordenação entre as áreas temática, regulatória, tributária, operacional e de capital humano será central para a atuação institucional da ABOL ao longo de 2026, em um contexto de mudanças estruturais no ambiente regulatório e econômico do país.

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