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Alta do diesel pressiona custos logísticos e pode impactar fretes, diz ABOL

Entidade aponta aumento médio de até 20% no combustível e alerta para efeitos em cadeia na economia
Por Redação em 19 de março de 2026 às 17h23
Alta do diesel pressiona custos logísticos e pode impactar fretes, diz ABOL
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL) manifestou preocupação com a recente alta nos preços dos combustíveis, impulsionada pela valorização internacional do petróleo em meio a tensões geopolíticas. Segundo a entidade, o cenário já pressiona os custos operacionais do setor e pode gerar impactos nos fretes e na inflação.

De acordo com levantamento interno realizado pela associação, empresas do setor já registram aumento no preço do diesel em todas as regiões do país. Em média, a elevação percebida é de cerca de 20%, com variações mais expressivas em alguns estados, como Rio de Janeiro (até 50%), Bahia (30%) e Santa Catarina (até 35%). Em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, os aumentos chegam a 25%.

Segundo a ABOL, o diesel pode representar até 40% dos custos operacionais dos operadores logísticos, o que torna o setor altamente sensível às oscilações do mercado internacional. A entidade ressalta que o impacto tende a se refletir diretamente nos preços de frete e, consequentemente, em toda a cadeia produtiva.

A associação alerta que o cenário exige atenção de todos os elos da cadeia, e que os operadores logísticos atuam com margens historicamente pressionadas e altamente expostas ao custo dos combustíveis. Por isso, é importante que fornecedores, parceiros e clientes compreendam que esses aumentos impactam diretamente os serviços logísticos e, inevitavelmente, os fretes.

A ABOL também aponta que medidas adotadas para mitigar os efeitos da alta, como a desoneração de PIS/Cofins e a criação de subsídios ao diesel, ainda não têm sido plenamente percebidas na ponta. De acordo com a entidade, há relatos de defasagem no repasse dos benefícios ao consumidor final, o que mantém a pressão sobre os custos das empresas.

Além disso, o setor acompanha com preocupação possíveis desdobramentos, como paralisações de caminhoneiros e reajustes no piso mínimo do frete, que também podem elevar os custos logísticos no país.

Diante desse cenário, a ABOL afirma que seguirá acompanhando os desdobramentos e atuando junto aos agentes públicos e privados para mitigar os impactos sobre a operação logística e o abastecimento.

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