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BNDES aprova R$ 350 milhões para ampliação da logística ferroviária de biocombustíveis da Rumo

Recursos do Fundo Clima viabilizam aquisição de locomotivas híbridas e vagões-tanque, com aumento de capacidade no Centro-Oeste e redução de emissões
Por Redação em 21 de janeiro de 2026 às 7h09
BNDES aprova R$ 350 milhões para ampliação da logística ferroviária de biocombustíveis da Rumo
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 350 milhões para a Rumo Logística destinado à aquisição de seis locomotivas híbridas e ao menos 160 vagões-tanque. A operação, realizada com recursos do Fundo Clima, tem como objetivo ampliar a capacidade logística ferroviária para o transporte de biocombustíveis, com foco no etanol de milho produzido no Centro-Oeste.

Segundo o banco, o projeto permitirá elevar a capacidade anual de transporte em 928 mil metros cúbicos, o que representa um crescimento de 32% em relação ao volume de biocombustíveis movimentado pela companhia em 2024. A ampliação ocorre em um contexto de aumento da produção de biocombustíveis na região e de busca por soluções logísticas com maior eficiência energética.

As locomotivas híbridas que serão incorporadas à frota combinam motor a combustão interna e motor elétrico, operando de forma integrada. Esse modelo permite maior eficiência no consumo de combustível, redução de picos de demanda energética e reaproveitamento de energia por meio de sistemas de frenagem regenerativa. De acordo com o BNDES, trata-se da primeira utilização desse tipo de equipamento no transporte ferroviário de cargas no país.

O banco avalia que a tração híbrida representa uma alternativa de curto e médio prazo para a descarbonização do transporte ferroviário, ao demandar menor volume de obras civis e apresentar custo de implementação inferior a outras tecnologias. Com a adoção das locomotivas híbridas e a substituição de parte do transporte rodoviário pelo ferroviário, o projeto estima a redução de 62,3 mil toneladas de dióxido de carbono por ano. Dados apresentados pelo BNDES indicam que o transporte rodoviário emite até oito vezes mais CO₂ por tonelada-quilômetro útil em comparação ao ferroviário.

A Rumo informou que o investimento está alinhado à estratégia de fortalecimento do modal ferroviário como eixo estruturante da logística de grandes volumes e longas distâncias. A companhia atua no escoamento de cargas do agronegócio e avalia que o acesso a linhas de financiamento direcionadas à mitigação das mudanças climáticas contribui para ampliar a competitividade do transporte sobre trilhos.

O financiamento foi concedido por meio do Fundo Clima, criado em 2009 e vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. O fundo é administrado pelo BNDES e tem como finalidade apoiar projetos, estudos e aquisições de máquinas, equipamentos e inovações tecnológicas voltadas à redução de emissões e à adaptação às mudanças climáticas.

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