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Indústria de implementos rodoviários registra queda de 6,28% nas vendas em 2025

Recuo em reboques e semirreboques impacta resultado anual, enquanto carrocerias sobre chassi ampliam participação no mercado
Por Redação em 26 de janeiro de 2026 às 7h03
Indústria de implementos rodoviários registra queda de 6,28% nas vendas em 2025
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A indústria brasileira de implementos rodoviários encerrou 2025 com retração de 6,28% nas vendas em relação ao ano anterior. Ao longo de 12 meses, foram emplacadas 149.206 unidades, frente a 159.203 produtos comercializados em 2024. O resultado reflete um ano de ajustes operacionais e de reorganização das estratégias comerciais das empresas do setor, em um cenário de menor previsibilidade da demanda.

O segmento de Reboques e Semirreboques foi o mais impactado no período, com recuo de 19,87% nos emplacamentos. Em 2025, foram registradas 70.997 unidades, contra 88.599 produtos no exercício anterior. A redução esteve associada a mudanças no desempenho das principais famílias de implementos, com destaque para a queda nos volumes de Graneleiros e Basculantes, que tradicionalmente concentram parte relevante da produção do setor.

O desempenho do agronegócio ao longo do ano influenciou diretamente os resultados desse segmento. A atividade apresentou comportamento estável em 2025, sem expansão significativa, o que limitou a renovação e a ampliação das frotas utilizadas no transporte de grãos e insumos, impactando a demanda por determinados tipos de implementos rodoviários.

Em contrapartida, o segmento de Carroceria sobre chassi consolidou sua trajetória de recuperação ao longo de 2025. As vendas apresentaram crescimento contínuo mês a mês, resultando na comercialização de 78.209 unidades no acumulado do ano. Em 2024, o volume havia sido de 70.604 produtos, o que representa aumento de 10,77% na comparação anual.

O avanço das carrocerias sobre chassi esteve associado à retomada gradual de setores ligados à distribuição urbana e regional, além da demanda por veículos voltados ao transporte de cargas leves e médias. Esse movimento reforçou a importância do segmento como fator de equilíbrio para a indústria de implementos rodoviários em um ano marcado por retração em outras categorias.

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