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Fever estrutura fundo de R$ 50 milhões para financiar expansão de frota elétrica na logística urbana

Modelo transforma contratos de locação em funding e reforça migração de investimentos para modelos baseados em uso
Por Redação em 30 de abril de 2026 às 8h10
Fever estrutura fundo de R$ 50 milhões para financiar expansão de frota elétrica na logística urbana
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Fever estruturou o Fleeter Auto FIDC, um fundo de investimento em direitos creditórios voltado ao financiamento da expansão de sua frota elétrica para operações de logística urbana. A primeira rodada do fundo já foi efetivada, com captação de R$ 50 milhões, e a expectativa é alcançar R$ 250 milhões nos próximos ciclos.

A estrutura permite, neste estágio inicial, financiar cerca de 280 veículos elétricos, considerando como base o modelo Fever Nextem FN1000. A operação é liderada pela Horizonte Investimentos, com a Capitânia Investimentos atuando como cogestora e investidora âncora.

O modelo utiliza os veículos como ativos, os contratos de locação corporativa como lastro financeiro e a participação da própria Ferver como cotista subordinada. Na prática, as receitas recorrentes desses contratos são convertidas em ativos financeiros, criando uma fonte dedicada de recursos para expansão da frota.

“A estratégia de alavancagem da Fever Fleet a partir de um FIDC totalmente dedicado está fundamentada na necessidade permanente de fluxo de caixa que uma locadora possui. Em um ambiente de crédito restrito e custo elevado, ter um instrumento próprio de funding traz uma vantagem competitiva relevante”, afirma Nelson Füchter Filho, fundador da Fever.

Segundo a empresa, a criação do fundo acompanha uma mudança estrutural na gestão de frotas corporativas, com a substituição da compra de veículos por modelos de locação e assinatura, que transformam investimentos em ativos em despesas operacionais.

Atualmente, a operação de locação da companhia conta com cerca de 200 veículos e projeta alcançar 500 unidades até o fim de 2026, impulsionada por contratos com empresas dos setores de logística, varejo e e-commerce.

Para Gustavo Rodrigues, diretor de Gestão da Horizonte Investimentos, o modelo reflete a evolução do mercado. “A cultura de possuir um bem vem sendo substituída pelo uso, especialmente no ambiente corporativo. Ao mesmo tempo, identificamos que os veículos elétricos são mais eficientes que os modelos a combustão”, afirma.

Com a criação do fundo, a Fever amplia sua atuação na cadeia da mobilidade elétrica, passando a integrar etapas que incluem importação, distribuição, locação e financiamento das operações. A empresa também avalia a possibilidade de avançar na nacionalização parcial da produção, conforme o crescimento da demanda.

A iniciativa ocorre em um contexto de expansão da eletrificação na logística urbana, impulsionada por metas de redução de emissões e pela busca por maior eficiência operacional nas operações de última milha.

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