Ibovespa
124.305,57 pts
(-0,34%)
Dólar comercial
R$ 5,17
(0,27%)
Dólar turismo
R$ 5,37
(0,22%)
Euro
R$ 5,61
(0,64%)

Brado e Porto Seco de Cuiabá autorizados a operar no regime de Declaração de Trânsito Aduaneiro

Iniciativa permite transportar a mercadoria importada dentro do território nacional e nacionalizar as cargas na capital mato-grossense
Por Redação em 25 de novembro de 2021 às 11h37

A Brado informa que fechou um acordo com o Porto Seco de Cuiabá a fim de desenvolver uma nova solução para o transporte de cargas focada nos clientes do agronegócio e da indústria mato-grossense. A empresa viabilizou a permissão junto à Receita Federal (RF) para operar as mercadorias no regime de Declaração de Trânsito Aduaneiro (DTA) multimodal. Vale lembrar que regime que permite transportar a mercadoria importada dentro do território nacional, ainda sob jurisdição da RF.

Segundo a empresa, é a primeira iniciativa no país utilizando a multimodalidade com a ferrovia neste regime e, com isso, a Brado passa a nacionalizar as cargas na capital mato-grossense, gerando ganho de produtividade no processo de desembaraço das mercadorias. As cargas importadas por contêineres que chegam por navio até a Baixada Santista percorrem mais de 1.600 quilômetros por ferrovia até Rondonópolis (MT) e de lá são levadas por caminhões até Cuiabá.

Um dos principais produtos que estão sendo importados por meio da solução DTA são pneus de carros de passeio, caminhões e máquinas agrícolas com origem na China, Vietnã e Tailândia. A companhia ressalta que trata-se de um volume expressivo de movimentação uma vez que cada  contêiner de 40 pés tem capacidade para transportar 1.700 pneus de carros de passeio, volume suficiente para equipar 425 automóveis. Já para pneus de grande dimensão, como os utilizados em caminhões e máquinas agrícolas, o volume corresponde a uma média de 270 pneus, proporcional a 45 caminhões e 130 pneus equivalente a 30 tratores, respectivamente.

“Antes da solução desenvolvida, este tipo de transporte era possível realizar somente no modal rodoviário. Com o DTA Multimodal desenvolvido pela Brado em conjunto com o Porto Seco, a ferrovia se torna viável também para os importadores de Mato Grosso. É um segmento com demanda regular e crescente no mercado e que atende tanto as necessidades da população no dia a dia, como das grandes indústrias e cooperativas do Estado”, destaca o gerente executivo Comercial da Brado, Vinicius Cordeiro.

Além do transporte de pneus, empresas que trabalham com importação de peças de tratores, placas solares, maquinários agrícolas, defensivos agrícolas. Além disso, os testes para a movimentação de fertilizantes utilizando a solução DTA já foram iniciados.

Estrutura

O Porto Seco de Cuiabá conta com uma área de 39 mil m², sendo 11 mil m² de área coberta destinada à armazenagem e inspeção. O local é dotado ainda com balanças de alta precisão para produtos de maior valor agregado, balança eletrônica para caminhões, empilhadeiras para movimentação e armazenagem, além do escritório da Receita Federal integrado as instalações.

“A solução DTA só foi possível pela excelente estrutura e acessibilidade do porto Seco de Cuiabá. O local conta com uma estação aduaneira que permite executar todos os serviços relacionados ao processamento de importação e exportação de mercadorias”, diz Cordeiro.

Para o diretor do Porto Seco de Cuiabá, Francisco Almeida, o multimodal aduaneiro com a participação das ferrovias é uma solução que contribui diretamente para potencializar ainda mais as operações de importação e exportação. “Toda iniciativa que contribua para otimizar a logística dos importadores e exportadores do Mato Grosso é bem-vinda. A ferrovia é um modal moderno, eficiente e que quando colocamos na ponta do lápis contribui de forma significativa para a redução no custo de transporte da carga.”

Além dos ganhos operacionais, a operação multimodal, segundo a Brado, também se destaca pelos índices relativos à eficiência e baixa emissão de carbono. Conforme levantamento realizado pela empresa em relação aos clientes da operação DTA, entre os meses de abril e julho, a companhia deixou de emitir aproximadamente 200 toneladas de CO² no transporte de cargas movimentadas por ferrovia em grande distância.

Usamos cookies e tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência, analisar estatísticas e personalizar a publicidade. Ao prosseguir no site, você concorda com esse uso, em conformidade com a Política de Privacidade.
Aceitar
Gerenciar