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Novo terminal portuário em Itapoá projeta R$ 117 milhões anuais em receitas públicas

Projeto previsto para iniciar operações em 2030 deve reorganizar fluxos de carga, elevar a demanda por galpões e antecipar valorização imobiliária ao longo do corredor da BR-101
Por Redação em 14 de janeiro de 2026 às 7h03
Novo terminal portuário em Itapoá projeta R$ 117 milhões anuais em receitas públicas
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O novo terminal portuário planejado para Itapoá, no Litoral Norte de Santa Catarina, passa a integrar o radar do setor logístico como um fator relevante de reorganização dos fluxos de carga no Sul do país. O empreendimento, denominado TUP Coamo (Terminal de Uso Privado Coamo), tem início de operação previsto para 2030 e projeta impactos diretos sobre a demanda por infraestrutura logística, especialmente armazenagem e distribuição, no eixo entre São Francisco do Sul e Itapoá.

De acordo com projeções da DTA Engenharia, responsável pelo desenvolvimento do projeto, o terminal deverá movimentar cerca de 11 milhões de toneladas por ano de granéis sólidos e líquidos, incluindo soja, milho, fertilizantes e derivados de petróleo. Em 2035, a operação deverá gerar aproximadamente R$ 117 milhões anuais em receitas públicas, sendo R$ 39 milhões em tributos municipais, como ISS e IPTU, e R$ 78 milhões em tributos federais, incluindo PIS e Cofins.

A expectativa do mercado é de que o novo terminal intensifique a procura por áreas logísticas no entorno da BR-101, principal corredor de ligação entre os portos do Norte catarinense e os mercados consumidores do Sul e Sudeste. O aumento do fluxo de cargas e a ampliação da capacidade portuária tendem a atrair operadores logísticos, transportadoras, tradings e empresas do agronegócio interessadas em estruturas de apoio, como galpões de armazenagem, centros de distribuição, áreas de cross-docking, pátios de triagem e bases operacionais.

Com oferta limitada de imóveis prontos e níveis já reduzidos de vacância, o mercado local começa a antecipar movimentos de valorização. A projeção é de que os preços de terrenos e galpões logísticos no corredor entre São Francisco do Sul e Itapoá possam registrar valorização de até 40% nos próximos dois anos, impulsionados pela disputa por áreas estratégicas e pela entrada gradual de novos projetos.

Dados do mercado imobiliário indicam que a região já opera com taxa de vacância inferior a 5% em ativos logísticos, além de apresentar retornos acima da média nacional nas locações. A combinação entre baixa disponibilidade, aumento da demanda e expectativa de novos fluxos de carga reforça o interesse de investidores institucionais e operadores especializados em ativos logísticos.

A instalação de um terminal com foco em granéis agrícolas e insumos industriais tende a gerar efeitos indiretos ao longo de toda a cadeia logística. A presença de uma operação portuária desse porte costuma induzir a expansão de serviços complementares, como transporte rodoviário, armazenagem reguladora, operações de consolidação e desconsolidação de cargas, além de atividades de apoio industrial.

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