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Porto Sudeste inicia expansão para ampliar operações de petróleo e derivados em Itaguaí

Investimento de R$ 177 milhões inclui construção de novos dolfins e elevará capacidade de transferência de granéis líquidos para 50 milhões de toneladas por ano
Por Redação em 22 de junho de 2026 às 10h09 (atualizado às 10h59)
Porto Sudeste inicia expansão para ampliar operações de petróleo e derivados em Itaguaí
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Porto Sudeste iniciou as obras de ampliação de sua infraestrutura em Itaguaí (RJ) com foco no crescimento das operações de petróleo e derivados. O projeto prevê investimento de R$ 177 milhões na construção de novos dolfins de atracação e amarração, estruturas que permitirão ampliar a capacidade de movimentação de granéis líquidos e reforçar a atuação do terminal no mercado de óleo e gás.

A iniciativa acompanha o aumento da produção de petróleo na costa brasileira, especialmente na região do pré-sal, e busca ampliar a capacidade logística para o escoamento desses volumes. Em 2025, o terminal realizou 19 operações de granéis líquidos, consolidando uma estratégia de diversificação que complementa sua tradicional atuação na movimentação de minério de ferro.

Segundo o Porto Sudeste, as obras já licenciadas incluem a construção de seis dolfins de amarração, dois dolfins de atracação, além de uma plataforma de apoio equipada com sala elétrica centralizada e sistema de combate a incêndio.

Com a conclusão do projeto, prevista para o início de 2027, a capacidade exclusiva de transferência de granéis líquidos alcançará 50 milhões de toneladas por ano. O volume se somará à capacidade atual do terminal, também de 50 milhões de toneladas anuais, destinada principalmente à movimentação de granéis sólidos.

“O investimento chega em um momento importante para o setor energético nacional. A localização do Porto Sudeste o posiciona como um ativo estratégico para a logística de escoamento da produção de petróleo oriunda do pré-sal”, afirma Jayme Nicolato, CEO do Porto Sudeste.

Um dos principais objetivos da expansão é ampliar a capacidade de operações de Transbordo a Contrabordo (TCA), também conhecidas como double banking, modalidade utilizada para transferência de petróleo entre embarcações. A operação é apontada pelo setor como uma alternativa para reduzir gargalos logísticos relacionados ao escoamento da produção offshore.

De acordo com a empresa, as características naturais da Baía de Sepetiba, como águas abrigadas e baixa variação de maré, favorecem esse tipo de operação ao proporcionar maior previsibilidade e segurança operacional.

Atualmente, o terminal compartilha o mesmo píer para movimentação de granéis sólidos e líquidos. Com a entrada em operação dos novos dolfins, as atividades passarão a contar com áreas dedicadas, o que deve aumentar a eficiência operacional e a disponibilidade de berços para diferentes tipos de carga.

“Com a implantação dos novos dolfins, passaremos a destinar cada espaço a uma finalidade específica, elevando a eficiência, a segurança e a previsibilidade das operações. Isso permitirá ampliar nossa atuação em petróleo e derivados sem comprometer a movimentação de minério de ferro, que continua sendo nossa principal carga”, explica Nicolato.

Localizado na Ilha da Madeira, em Itaguaí, o Porto Sudeste possui capacidade para movimentar 50 milhões de toneladas por ano e licença para expansão até 100 milhões de toneladas anuais. O terminal é considerado um dos principais corredores logísticos para o escoamento de minério de ferro produzido em Minas Gerais e para operações de transbordo de petróleo proveniente da Bacia de Santos.

 

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