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Maplink fecha acordo com a Moss para compensar gases de efeito estufa

Objetivo do negócio com a climatech é gerir 220 toneladas para seus clientes
Por Redação em 30 de dezembro de 2022 às 9h05
Maplink fecha acordo com a Moss para compensar gases de efeito estufa

A Maplink anuncia que vai compensar 220 toneladas de gases de efeito estufa para seus clientes por meio de um acordo com a climatech Moss. Onúmero equivale a 159.669 km rodados por um carro a gasolina ou ainda a 3.154 árvores preservadas por um ano. A ação faz parte das comemorações de 22 anos da Maplink, além de redefinir as suas próprias rotas, desta vez para um destino mais sustentável.

O anúncio do acordo chega um mês após o lançamento da CO2 API, tecnologia responsável por calcular as emissões de carbono de um dos setores mais poluentes, o de transporte terrestre. De acordo com a empresa, com a solução, foi dado o primeiro passo para auxiliar os clientes a mensurar o impacto ambiental causado pelas suas operações.

A ferramenta funciona a partir de uma equação que leva em consideração o tipo de combustível utilizado, a autonomia do veículo e a distância percorrida. Com esses dados, a CO2 API oferece automaticamente a resposta com as informações sobre as emissões em cada rota que ele realiza.

Leia mais: Maplink apresenta ao mercado tecnologia CO2 API

Segundo o diretor de Tecnologia da Maplink, Victor Trafaniuc, o grande diferencial da tecnologia está no fato de que ela pode ser utilizada de maneira independente ou por meio de integrações com outras APIs oferecidas pela Maplink.

“Temos três formas de utilização da nova API: duas são interfaces com outras tecnologias desenvolvidas ou disponibilizadas pela Maplink, sendo uma delas a Trip API, para quem utiliza a nossa solução de roteirização, e outra com a Toll for Maps, para aqueles que roteirizam utilizando a tecnologia da plataforma Google Maps, também disponibilizada pela Maplink. Por fim, temos também um endpoint independente para quem não roteiriza conosco. Nestes casos, além do tipo de combustível e consumo médio do veículo, é necessário informar a distância percorrida na rota para que a CO2 API consiga realizar o cálculo das emissões”, explica.

Operação

A partir da mensuração, torna-se possível realizar a compensação das emissões por meio da compra e aposento dos créditos de carbono, cuja unidade equivale a uma tonelada de CO2 que deixou de ser emitida na atmosfera. Para viabilizar esse processo, a Maplink contará com o apoio da Moss, climatech que comercializa esses créditos para pessoas físicas e para empresas de qualquer tamanho que queiram compensar a sua pegada de carbono.

Em operação desde 2020, a Moss atua no chamado mercado voluntário de créditos de carbono e até o final do ano passado já havia transacionado aproximadamente R$ 100 milhões em créditos de carbono. Estes, por sua vez, estão atrelados a projetos sustentáveis que auxiliam na preservação da Amazônia.

Leia mais: Maplink disponibiliza compra on-line de suas APIs

“Os créditos disponíveis através da API da Moss são os chamados REDD+, que envolvem projetos florestais na Amazônia. REDD+ é a sigla para Redução de Emissões Provenientes de Desmatamento e Degradação Florestal, o que no jargão do setor diz respeito ao desmatamento evitado”, explica a CPO da Moss, Cláudia Backes.

A executiva diz afirma ainda que ao transacionar créditos por meio da API da companhia, as empresas estão apoiando projetos selecionados que atuam ativamente para conservar a floresta em pé. “Sem esse incentivo econômico, provavelmente a mata seria derrubada para dar lugar a outras atividades”, diz.

A legitimidade dessas transações é garantida pela Moss por meio de um certificado que, inclusive, faz o aposento instantâneo dos créditos de carbono, por meio da tecnologia blockchain: “O mercado de carbono está suscetível a erro humano, como dupla contagem. Ter um certificado, ainda mais com a dupla verificação na blockchain, garante que a compensação efetivamente aconteceu e impede que o crédito seja vendido mais de uma vez ou que o dinheiro não seja destinado aos projetos correspondentes”, reforça Cláudia.

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Já Trafaniuc, diretor de Tecnologia da Maplink, reforça que junto à Moss, a companhia conseguius concretizar, em pouco tempo, o objetivo de oferecer uma solução completa para os clientes no que diz respeito à CO2 API. “Ao aliar as tecnologias de ambas as empresas, queremos permitir que nossos clientes se distanciem de uma logística tradicional, altamente poluente, e se aproximem de uma agenda ESG, que é global e demanda práticas mais sustentáveis, especialmente de um dos setores da economia que mais impacta o meio ambiente.”

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