
A parceria entre a CHEP, empresa global especializada em soluções para a cadeia de suprimentos, e o Grupo Piracanjuba vem gerando ganhos operacionais e ambientais relevantes na logística do setor de laticínios. Após um ano de adoção do modelo de pooling de paletes, a operação evitou a emissão de mais de 2,4 milhões de quilos de CO₂.
O sistema, baseado no compartilhamento e reutilização de paletes, substitui o modelo tradicional de compra e descarte por uma lógica circular, que amplia a padronização dos ativos, reduz custos e melhora o fluxo logístico. A iniciativa é especialmente relevante em um segmento marcado pela alta perecibilidade dos produtos e pela necessidade de controle rigoroso de temperatura e rastreabilidade.
Segundo as empresas, o modelo contribui diretamente para aumentar a previsibilidade e reduzir riscos operacionais, fatores críticos em operações com grande capilaridade de distribuição.
“A economia circular permite transformar ativos que antes eram gerenciados de forma isolada em um sistema colaborativo, padronizado e resiliente. No setor de alimentos, isso significa mais previsibilidade, redução de riscos e maior segurança no abastecimento”, afirma Gabriel Jenne, gerente Comercial da CHEP Brasil.
Além da redução de emissões, a parceria também trouxe outros impactos ambientais mensuráveis. No período, foram preservadas mais de 7 mil árvores e evitada a geração de mais de 2 mil toneladas de resíduos sólidos, de acordo com dados das companhias.
Para o Grupo Piracanjuba, a adoção do pooling de paletes está alinhada à estratégia de crescimento sustentável e à agenda ESG. “Para a nossa empresa, essa decisão logística está diretamente conectada à estratégia de continuidade e crescimento sustentável do negócio”, afirma Vanilcio dos Reis Floresta, gerente de Estoque e Expedição da empresa.