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Copersucar amplia uso de biometano e registra avanços na descarbonização na Safra 25/26

Relatório de Sustentabilidade destaca aumento de 150% no consumo de biometano, primeiro abastecimento de navio transoceânico com etanol no Brasil e recorde na comercialização do biocombustível
Por Redação em 4 de setembro de 2026 às 10h26
Copersucar amplia uso de biometano e registra avanços na descarbonização na Safra 25/26
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Copersucar divulgou o Relatório de Sustentabilidade referente à Safra 25/26, com resultados ambientais, sociais e econômicos de seu ecossistema de negócios. Entre os destaques estão o aumento do uso de biometano na logística e nas operações industriais, a realização do primeiro abastecimento de um navio porta-contêineres transoceânico com etanol no Brasil e o recorde no volume comercializado do biocombustível.

No período, o etanol comercializado pelas operações da Copersucar no Brasil e nos Estados Unidos evitou a emissão de 30 milhões de toneladas de CO₂ equivalente (CO₂eq), volume comparável às emissões anuais de mais de 14 milhões de veículos movidos a gasolina.

O uso de biometano alcançou 6,5 milhões de metros cúbicos na safra, alta de 150% em relação ao ciclo anterior. A substituição de 6 milhões de litros de diesel evitou a emissão de 15 mil toneladas de CO₂eq. A expansão está relacionada à BioRota Copersucar, operação de logística movida a biometano produzido a partir de resíduos da cana-de-açúcar.

Criada em 2024, a iniciativa respondeu, nos dois primeiros anos, por 14% do volume de açúcar transportado por rodovia das usinas associadas até o Porto de Santos. A operação reúne mais de 70 caminhões e sete transportadoras parceiras.

Etanol na navegação

Em julho de 2026, a Copersucar realizou no Porto de Santos (SP) o primeiro abastecimento de um navio porta-contêineres transoceânico com etanol no Brasil. O projeto foi desenvolvido ao longo de dois anos com parceiros dos setores marítimo e portuário e autoridades.

Segundo a companhia, o uso do etanol pode reduzir entre 70% e 80% as emissões de CO₂ em comparação com o combustível fóssil utilizado na navegação. A iniciativa integra a estratégia de desenvolvimento de aplicações para combustíveis renováveis em setores de difícil abatimento de emissões.

A geração de energia elétrica renovável pelas usinas associadas também avançou. Foram produzidos 6,5 mil GWh a partir de biomassa de cana, volume equivalente a 10% de toda a energia elétrica gerada no Brasil a partir dessa fonte.

Na logística multimodal, 60% do açúcar foi transportado por ferrovias na Safra 25/26, evitando a emissão de 70 mil toneladas de CO₂eq. No ciclo anterior, a redução havia sido de 53 mil toneladas. Já o transporte de etanol por dutos retirou 95 mil caminhões das áreas urbanas e evitou a emissão de 88 mil toneladas de CO₂eq.

Créditos e impacto social

Na gestão das emissões de gases de efeito estufa, a Copersucar manteve a intensidade de 48,35 quilogramas de CO₂ por tonelada de cana moída, mesmo diante do aumento da produção e da demanda por insumos agrícolas. A empresa também recebeu, pelo nono ano consecutivo, o Selo Ouro do GHG Protocol.

No mercado de créditos ambientais, as operações nos Estados Unidos comercializaram 250 mil TERCs, associados à redução de 250 mil toneladas de CO₂eq. No Brasil, as usinas associadas emitiram 6 milhões de CBIOs no âmbito do RenovaBio, enquanto foram comercializados 227 mil créditos Bonsucro.

Na frente social, 123 projetos apoiados pelo Ecossistema Copersucar beneficiaram 1,4 milhão de pessoas no Brasil. Os investimentos somaram R$ 8,5 milhões e contemplaram ações de educação para a sustentabilidade, esporte, cultura, saúde e desenvolvimento científico.

A atuação da companhia também está relacionada à segurança alimentar. Como comercializadora global de açúcar, a Copersucar contribuiu para a alimentação de aproximadamente 500 milhões de pessoas em mais de 70 países.

“Os resultados econômicos, ambientais e sociais apresentados no Relatório de Sustentabilidade 25/26 refletem a capacidade do Ecossistema Copersucar de gerar valor de forma consistente”, afirma Tomás Manzano, presidente da Copersucar. Segundo ele, a conexão entre produtores e mercados globais, o desenvolvimento de novas aplicações para produtos renováveis e a inovação ampliam a competitividade da cadeia e os impactos positivos para a sociedade.

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