
O TCP iniciou a operação de um novo scanner para inspeção de cargas no Terminal de Contêineres de Paranaguá, ampliando a capacidade de fiscalização de contêineres importados e exportados que passam pelo complexo. O equipamento integra o processo obrigatório de inspeção de cargas e passa a atuar diretamente na rotina logística do terminal, por onde circulam diariamente caminhões e volumes destinados ao comércio exterior.
O scanner, modelo Spectrum Cargo 6.0 MeV, da VMI Security, foi instalado na via central do pátio operacional, em frente ao Gate de acesso. A posição foi definida para integrar a inspeção ao fluxo de entrada e saída de veículos, reduzindo interferências na circulação interna e no tempo de permanência dos caminhões no terminal. A iniciativa está inserida na estratégia de adequação da infraestrutura às exigências operacionais e regulatórias do setor portuário e logístico.
De acordo com a administração do terminal, o novo equipamento amplia a capacidade de análise das cargas ao oferecer maior alcance de inspeção e estabilidade de operação. Com isso, os órgãos de fiscalização que atuam no local passam a contar com imagens com maior nível de detalhamento, o que influencia diretamente o tempo de análise e liberação das cargas. O reflexo esperado é a racionalização dos processos de controle sem alteração nos protocolos exigidos para o comércio exterior.
O investimento no scanner foi de R$ 14,3 milhões e faz parte da estrutura de segurança do terminal. Todos os contêineres que ingressam ou deixam o Terminal de Contêineres de Paranaguá passam pelo processo de inspeção não intrusiva, que tem como objetivo identificar irregularidades, cargas contaminadas ou mercadorias em desacordo com a legislação. Com a entrada em operação do novo equipamento, o pátio passa a contar com três scanners em funcionamento.
A inspeção está integrada ao novo Gate de acesso ao terminal, que passou por obras de modernização e automação entre 2023 e 2024. A estrutura concentra sistemas de monitoramento e câmeras com tecnologia de reconhecimento óptico de caracteres, capazes de registrar informações do veículo, do contêiner e da carga em uma única passagem. Esses dados são utilizados para controle de acesso, rastreabilidade e apoio às atividades de fiscalização.
Segundo a TCP, a combinação entre automação do Gate e ampliação da capacidade de escaneamento busca atender à demanda operacional do terminal e às exigências dos órgãos intervenientes. A fiscalização das cargas é conduzida por autoridades competentes, com apoio da infraestrutura disponibilizada pelo operador portuário, seguindo normas nacionais e internacionais de segurança.
A operação do novo scanner ocorre em um contexto de adequação do terminal aos padrões estabelecidos pelo Código Internacional para a Proteção de Navios e Instalações Portuárias (ISPS Code). Em novembro, a TCP recebeu da Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos) a Declaração de Cumprimento nº 27/2025, com validade até 2030, que reconhece a adoção dos requisitos previstos no código.
Para a certificação, foram apresentados o Estudo de Avaliação de Risco e o Plano de Segurança Portuária, documentos que detalham os procedimentos adotados pelo terminal. A análise considerou critérios como controle de acesso, monitoramento, vigilância, proteção perimetral, segurança da carga, segurança operacional, segurança cibernética, além de planos de resposta a emergências e prevenção de ilícitos.
Atualmente, a estrutura de segurança da TCP inclui mais de 400 câmeras de monitoramento, postos de vigilância armada em regime contínuo, uso de drones para vigilância, sistemas de alarme e os três scanners responsáveis pela inspeção de todas as cargas embarcadas e desembarcadas no terminal.