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Brasil tem condições para atender demanda de combustível sustentável de aviação até 2029

Ministério de Portos e Aeroportos anuncia políticas públicas e investimentos para aumentar a produção nacional de SAFs
Por Redação em 7 de janeiro de 2026 às 8h40
Brasil tem condições para atender demanda de combustível sustentável de aviação até 2029
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Brasil encerrou 2025 com avanços concretos na produção de combustíveis sustentáveis de aviação (SAFs). De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), o Brasil já conta com capacidade técnica, produtiva e regulatória para atender a demanda nacional por SAFs até 2029.

Um dos marcos da entrada do Brasil no mercado foi o início da produção 100% nacional de SAFs pela Petrobras, com as primeiras entregas em dezembro no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro. A iniciativa integra as políticas públicas coordenadas pelo MPor para fortalecer a cadeia nacional do combustível e resulta de investimentos da estatal no desenvolvimento de novos biocombustíveis.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressalta que o avanço do combustível sustentável de aviação é decisivo para posicionar o Brasil na agenda global de descarbonização do transporte aéreo. “Estamos estruturando um novo mercado no país, com planejamento, segurança regulatória e investimentos que dão previsibilidade ao setor. A produção nacional de SAF fortalece a indústria brasileira, gera oportunidades econômicas e permite que a aviação cresça de forma sustentável, em linha com os compromissos ambientais internacionais”, afirmou o ministro.

O SAF é considerado peça-chave para a redução das emissões de gases de efeito estufa na aviação civil e ocupa posição central nas estratégias globais de descarbonização do transporte aéreo. A redução das emissões de CO₂ ocorre porque parte de sua composição usa matéria-prima de origem vegetal, processada em conjunto com o querosene de aviação mineral. De acordo com a Petrobras, essa parcela renovável tem uma redução prevista de até 87% nas emissões líquidas de carbono.

De acordo com o ministro, o ministério tem atuado como um articulador ativo na transição energética do setor aéreo. O objetivo é facilitar essa transição e fomentar a produção de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), alinhando o Brasil às novas regulamentações, como a Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/24).

Para isso, o MPor criou, em conjunto com o Ministério de Minas e Energia, o Fórum de Transição Energética na Aviação Civil (Fotea), um comitê interministerial focado em propor políticas públicas, coordenar ações e monitorar o programa de SAF.

 

Potencial do Brasil na produção de SAF

No Brasil, o desenvolvimento desse mercado avança apoiado na capacidade instalada da indústria de refino nacional, na experiência acumulada sobre biocombustíveis e na grande oferta de matérias-primas de origem renovável no Brasil, como óleos vegetais. Esse conjunto de fatores permite que o país crie uma cadeia produtiva alinhada aos padrões internacionais de sustentabilidade, com potencial para atender as exigências regulatórias do setor aéreo e de ampliar a oferta.

O desenvolvimento do SAF está alinhado às diretrizes do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação, que tem como objetivo estimular investimentos, ampliar a capacidade produtiva e garantir segurança regulatória para o setor. A atuação integrada entre órgãos do governo federal e empresas estratégicas é fundamental para criar um ambiente favorável à consolidação dessa cadeia produtiva.

Com políticas públicas estratégicas, os investimentos da Petrobras e o fortalecimento do marco regulatório, o Brasil avança na consolidação de um mercado nacional de SAF, contribuindo para a redução das emissões na aviação e para a construção de uma economia de baixo carbono no país.

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