
O Aeroporto Internacional de Florianópolis avançou na modernização de suas operações ao substituir equipamentos a combustão por uma nova frota de veículos elétricos fornecidos pela FEVER. A iniciativa reforça a estratégia de eficiência operacional e redução de emissões no terminal.
Após cerca de dois anos de estudos, testes e análises técnicas, foram incorporados nove veículos elétricos modelo FEVER ALKE ATX 340EH, utilizados no atendimento de aeronaves, transporte de bagagens e movimentação de cargas no pátio. Os novos equipamentos substituem veículos movidos a combustíveis fósseis, atendendo às exigências ambientais do setor e ampliando a eficiência das operações.
Segundo Ronaldo da Silva Rodrigues, gerente operacional da RP-AATA no aeroporto, a iniciativa também gera ganhos econômicos relevantes. “A modernização da frota com equipamentos elétricos está alinhada às exigências ambientais, à economia de combustível e à redução da manutenção, além de reforçar nosso compromisso com a qualidade do atendimento”, afirma.
Com a substituição dos veículos a combustão, o impacto ambiental tende a ser significativamente reduzido. Cada veículo elétrico percorre cerca de 50 mil quilômetros por ano, e a mudança permitirá evitar aproximadamente 60 toneladas de CO₂ por veículo em cinco anos. No total, a redução pode superar 500 toneladas de CO₂ no período.
Além do ganho ambiental, há impacto financeiro relevante. Enquanto o custo operacional e de manutenção de um trator a diesel pode chegar a cerca de R$ 270 mil em cinco anos, os modelos elétricos apresentam custo estimado de aproximadamente R$ 120 mil, gerando economia média de R$ 150 mil por veículo e potencial superior a R$ 1,3 milhão para toda a frota.
Infraestrutura e implementação
A adoção da nova frota exigiu adaptações na infraestrutura de recarga, além do treinamento das equipes operacionais. O processo foi conduzido com foco na eficiência e na rápida adaptação dos operadores.
A escolha da FEVER como fornecedora considerou fatores como proximidade, agilidade no suporte técnico e capacidade de atendimento às necessidades operacionais do terminal.
Ganhos operacionais e qualidade do trabalho
Além da redução de emissões e custos, a eletrificação melhora o ambiente de trabalho, com eliminação de ruídos, melhor qualidade do ar e maior conforto térmico nas áreas operacionais.
“A iniciativa traz ganhos em diversas frentes: melhora o atendimento ao cliente, reduz custos, aumenta a eficiência e contribui para a saúde dos colaboradores”, reforça Rodrigues.
Eletrificação avança no setor aeroportuário
Para Nelson Füchter Filho, projetos como o de Florianópolis demonstram o potencial da eletrificação em operações logísticas intensivas. “Os aeroportos exigem eficiência operacional aliada à responsabilidade ambiental. A eletrificação é um caminho natural para essa transformação”, afirma.
Segundo a administração do aeroporto, a experiência positiva abre espaço para novas expansões, com expectativa de ampliação do uso de soluções elétricas nos próximos anos, consolidando a tendência de descarbonização das operações aeroportuárias no Brasil.