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Demanda global por carga aérea cresce 6% em maio, aponta IATA

Companhias aéreas da África, América do Norte e Ásia-Pacífico lideram alta
Por Redação em 16 de julho de 2026 às 14h21
Demanda global por carga aérea cresce 6% em maio, aponta IATA
Foto: Divulgação / IATA
Foto: Divulgação / IATA

A demanda global por carga aérea cresceu 6% em maio de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com dados da Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA). Nas operações internacionais, a alta foi ainda maior, de 6,5%.

No mesmo período, a capacidade global, medida em toneladas-quilômetro de carga disponíveis (ACTK), aumentou 1,9%, enquanto a capacidade das operações internacionais avançou 2,8%.

Na análise da IATA, o resultado reflete principalmente o desempenho das companhias aéreas da África, Ásia-Pacífico, Europa e América do Norte. Em contrapartida, as transportadoras do Oriente Médio continuam sendo impactadas pelo conflito na região, registrando queda de 8,9% na demanda.

O forte desempenho em maio e o cenário macroeconômico geram uma cautela otimista em relação às perspectivas da carga aérea para o restante do ano, de acordo com Willie Walsh, diretor-geral da IATA. "O comércio e a produção industrial estão em crescimento. As companhias aéreas adaptaram suas operações para atender à mudança nos padrões de demanda e às necessidades das cadeias de suprimentos", afirma.

Para Walsh, o aumento das tarifas e dos índices de ocupação tem ajudado a compensar os custos mais elevados do combustível, embora as incertezas geopolíticas continuem sendo um desafio para parte do setor.

 

Alta no comércio global sustenta crescimento da carga aérea

De acordo com a IATA, o crescimento da carga aérea segue sustentado pela alta no comércio. O comércio global cresceu 5% em relação a maio de 2025, mantendo 25 meses consecutivos de alta anual.

Outros indicadores importantes trazidos pela IATA incluem os preços do querosene de aviação, que caíram 16,3% em relação a abril, embora permaneçam 93,5% acima dos níveis registrados um ano antes

produção industrial global manteve trajetória de crescimento, com o Índice Global de Gerentes de Compras (PMI) da manufatura atingindo 53,5 pontos, outro fator importante para o crescimento do transporte aéreo.

Por outro lado, o índice de novos pedidos de exportação permaneceu abaixo da linha de expansão, em 49,6 pontos. O número indica que o crescimento da carga aérea ainda está concentrado em determinados fluxos comerciais.

 

Desempenho por região destaca África e América do Norte

De acordo com a IATA, as transportadoras aéreas da África registraram crescimento de 13,3% na demanda por carga aérea em maio em comparação com mesmo período de 2025, o melhor desempenho entre todas as regiões. A capacidade cresceu 1,3% na comparação ano a ano.

Já as transportadoras da América do Norte registraram aumento de 10,5% no mesmo período, com crescimento de 2,4% na capacidade. As companhias aéreas da Ásia-Pacífico registraram crescimento de 8% na demanda por carga aérea na comparação com maio do ano passado. A capacidade aumentou 5,1% ano a ano.

As companhias aéreas da Europa registraram crescimento de 6,7% na demanda por carga aérea em maio, com aumento de 2,2% na capacidade. As companhias da América Latina e do Caribe registraram crescimento de 1,9% na demanda por carga aérea em maio e aumento de 5,6% na capacidade.

As transportadoras do Oriente Médio, afetadas pelos conflitos, registraram redução de 8,9% na comparação de demanda aérea ano a ano em maio, o pior desempenho entre todas as regiões. A capacidade diminuiu 9,2% na comparação.

 

Crescimento por rota comercial

O desempenho da carga aérea divergiu entre as principais rotas comerciais em maio. A rota Ásia--América do Norte liderou o crescimento, seguida de África--Ásia, intra-Europa e Europa–Ásia. Em contraste, os corredores ligados ao Golfo seguiram severamente afetados pelo conflito em curso no Oriente Médio.

A entidade observa que, apesar do cenário internacional ainda desafiador, a combinação entre crescimento do comércio, adaptação operacional das companhias aéreas e maior resiliência das cadeias logísticas mantém uma perspectiva positiva para o mercado global de carga aérea ao longo de 2026.

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