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Aliança apresenta primeiras barcaças oceânicas para contêineres feitas no Brasil

Investimento será de R$ 300 milhões e as barcaças terão capacidade para transportar 700 TEUs
Por Redação em 15 de agosto de 2022 às 13h30

A Aliança Navegação e Logística, operadora logística brasileira pertencente ao grupo A.P. Moller - Maersk, está construindo as duas primeiras barcaças oceânicas para transporte de contêineres do Brasil. O projeto, que teve início em dezembro de 2021, inclui dois empurradores, que serão construídos pelo Estaleiro Rio Maguari, em Belém, com previsão de entrega até 2024. A construção terá início até o fim deste ano.

Na imagem divulgada pela Aliança é possível ver como serão as novas barcaças e empurradores brasileiros, especialmente projetados para operar em mar aberto e com capacidade de transporte de 700 TEUs, aproximadamente quatro vezes mais do que as existentes hoje no Brasil. 

Aliança apresenta primeiras barcaças oceânicas para contêineres feitas no Brasil

Embarcações porta-contêineres tipicamente são fabricadas fora do Brasil, especialmente na China e Coreia do Sul, onde a entrega acontece de forma mais rápida e os custos são menores. De acordo com a própria Aliança, construir os conjuntos em solo nacional representa um marco no mercado brasileiro de construção naval. 

Essas barcaças oceânicas de transporte de contêineres são as primeiras desse modelo no Brasil e transportarão as cargas de forma segura, eficiente e sustentável, reduzindo a emissão de CO2, já que permitem o transporte simultâneo de um volume maior de carga em relação a outras embarcações do mesmo tipo, assim como quando comparada ao transporte terrestre. Além disso, seus propulsores estarão aptos a serem atualizados para futuramente utilizar combustíveis neutros, como metanol.

O Estaleiro Rio Maguari conta com a participação da empresa canadense Robert Allan, que atua no desenvolvimento do projeto das barcaças junto à A.P. Moller - Maersk. O investimento total da Aliança será de R$ 300 milhões. A empresa está utilizando os recursos financeiros da conta vinculada de Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), gerados pela sua operação de cabotagem. 

A construção vai gerar 300 novas oportunidades de emprego na região, desenvolverá novas tecnologias na indústria nacional, além de mais 30 vagas para tripulantes, que serão ocupadas quando o projeto for entregue.

Mark Juzwiak, diretor de Relações Institucionais da Aliança, destaca que tem orgulho em dizer que as construções e 100% da tripulação levarão a bandeira brasileira. “A cabotagem é uma excelente opção de modal e a Aliança acredita no potencial do mercado brasileiro, por isso continuaremos aumentando nossos investimentos e reafirmando o compromisso com o fortalecimento da logística brasileira”. 

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