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Frete rodoviário recua 0,81% em maio puxado pela queda do diesel, aponta Edenred

Preço médio do frete por quilômetro rodado fechou o mês em R$ 8,59; agronegócio mantém demanda aquecida, enquanto indústria dá sinais de desaceleração
Por Redação em 11 de junho de 2026 às 16h47
Frete rodoviário recua 0,81% em maio puxado pela queda do diesel, aponta Edenred
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O preço médio do frete rodoviário no Brasil registrou leve retração em maio. De acordo com o Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), calculado com base em dados da plataforma Repom, o valor médio por quilômetro rodado caiu 0,81% em relação a abril, passando de R$ 8,66 para R$ 8,59.

Segundo a Edenred Mobilidade, a redução foi influenciada principalmente pela queda dos preços do diesel, um dos principais componentes dos custos operacionais do transporte rodoviário de cargas. Dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) mostram que o diesel S-10 registrou recuo de 3,81% em maio, encerrando o período com preço médio de R$ 7,32 por litro. Já o diesel comum caiu 4,42%, para R$ 7,13 por litro.

Apesar do alívio nos custos, o cenário para o transporte de cargas segue marcado por fatores distintos entre os principais setores da economia. O agronegócio continua sustentando a demanda por transporte, impulsionado pelo desempenho das exportações brasileiras. Em maio, o setor respondeu por mais da metade das exportações nacionais, com embarques que somaram US$ 16 bilhões.

Por outro lado, a atividade industrial apresentou sinais de desaceleração. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) da indústria brasileira caiu de 52,6 pontos em abril para 49,1 pontos em maio, indicando retração da atividade manufatureira e redução no volume de novas encomendas.

O ambiente externo também adiciona incertezas ao mercado. Entre os fatores monitorados pelo setor estão as novas tarifas adotadas pelos Estados Unidos, que afetam segmentos exportadores relevantes, como os de processamento de madeira e café.

Além das questões econômicas, transportadores também acompanham mudanças regulatórias relacionadas ao Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). As novas regras ampliam a obrigatoriedade de emissão do documento para operações de transporte próprio e introduzem mecanismos automáticos de conferência voltados à fiscalização do Piso Mínimo de Frete da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Para Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade, a demanda será o principal fator para determinar o comportamento do mercado nos próximos meses.

“A leve redução do frete em maio reflete diretamente a acomodação dos preços do diesel. No entanto, o comportamento da demanda será o principal fator para a definição dos rumos do mercado nos próximos meses. De um lado, temos um agronegócio forte, de outro, a indústria dá sinais de retração, enquanto o setor logístico precisa absorver os efeitos das novas exigências relacionadas ao CIOT”, afirma.

O IFR é elaborado a partir de aproximadamente 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio administradas pela Edenred Mobilidade, empresa especializada em soluções de pagamento e gestão de despesas para o transporte rodoviário de cargas.

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