
A aprovação da Medida Provisória nº 1.343/2026, conhecida como MP do Frete, deve acelerar a digitalização das operações de transporte rodoviário de cargas, na avaliação da Roadcard, instituição de pagamento eletrônico de frete (IPEF) homologada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Segundo a empresa, a medida reforça a integração entre contratação, registro da operação e pagamento do frete, ampliando a rastreabilidade e os mecanismos de controle previstos na legislação.
Para Everton Kaghofer, diretor Comercial da Roadcard, o principal impacto da medida está na consolidação de um fluxo mais integrado entre as diferentes etapas da operação. "A contratação, o registro da operação, o pagamento do frete e sua comprovação passam a funcionar de maneira cada vez mais integrada, reduzindo espaços para informalidade e aumentando a segurança jurídica para todos os envolvidos", afirma.
Na avaliação da empresa, esse movimento tende a exigir maior integração entre o registro do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), a emissão dos documentos fiscais eletrônicos, a liquidação do frete pelas Instituições de Pagamento Eletrônico de Frete (IPEFs) e o cumprimento das obrigações regulatórias.
Outro ponto destacado pela Roadcard é a possibilidade de o Transportador Autônomo de Cargas (TAC) passar a recolher diretamente sua contribuição previdenciária ao INSS. Segundo Kaghofer, a alteração amplia o controle do profissional sobre sua situação previdenciária e reduz o risco de falhas no recolhimento.
Para Anna Luiza Miranda, diretora de Inovação e Marketing da Roadcard, a evolução regulatória reforça a necessidade de plataformas capazes de incorporar automaticamente as novas exigências legais aos processos operacionais. Segundo ela, a tendência é que soluções tecnológicas assumam parte das validações e integrações exigidas pela legislação, reduzindo o impacto das mudanças para embarcadores, transportadoras e transportadores autônomos.
A Roadcard afirma que vem investindo na integração entre contratação de fretes, registro das operações, pagamento eletrônico, vale-pedágio e demais exigências regulatórias por meio da plataforma Pamcard, movimento que, segundo a empresa, converge com as mudanças previstas na MP do Frete.