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MEI-Caminhoneiro cresce 25% em 2025 e soma 86,6 mil novos CNPJs no transporte de cargas

Estudo do IPTC aponta avanço do trabalho autônomo formalizado, enquanto emprego formal de motoristas teve alta de 6,5 mil vínculos no período
Por Redação em 22 de setembro de 2026 às 8h20
MEI-Caminhoneiro cresce 25% em 2025 e soma 86,6 mil novos CNPJs no transporte de cargas
Foto: Reprodução
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A quantidade de MEI-Caminhoneiro cresceu 86.634 CNPJs em 2025, alta de 25%, enquanto o número de vínculos formais de motoristas de caminhão aumentou em 6.536, avanço de 1,22%. Os dados, levantados pelo Instituto Paulista do Transporte de Cargas (IPTC), ligado ao SETCESP, mostram a expansão do trabalho autônomo formalizado no transporte rodoviário de cargas, embora os dois indicadores representem universos distintos.

O levantamento cruzou informações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), da Receita Federal e do Registro Nacional de Condutores Habilitados (RENACH). Ao final de 2025, o país tinha 541.588 vínculos formais de motoristas de caminhão, enquanto o estoque de MEI-Caminhoneiro passou de 346.558 CNPJs ativos em 2024 para 433.192.

Durante o ano, foram abertos 143.014 CNPJs na categoria e 56.380 deixaram de estar ativos, resultando no crescimento líquido de 86.634 registros. Considerando o período entre 2023 e 2025, o estoque de MEI-Caminhoneiro acumulou alta de 47,95%.

O crescimento também vem acompanhado de uma taxa relevante de saída. Dos 114.314 CNPJs de MEI-Caminhoneiro abertos em 2024, 90.077 permaneciam ativos um ano depois, uma redução de 21,2%. Para o IPTC, o dado indica um desafio adicional para profissionais que passam a atuar como empreendedores, assumindo responsabilidades relacionadas a custos, tributação, gestão e planejamento.

O presidente do SETCESP, Marcelo Rodrigues, afirma que o avanço do modelo representa uma diversificação nas formas de inserção profissional no setor. Segundo ele, a expansão do trabalho autônomo exige preparação para que o motorista, além da atividade de condução, possa administrar de forma sustentável o próprio negócio.

O estudo ressalta, porém, que não é possível afirmar que os motoristas estejam migrando de empregos com carteira assinada para o modelo de MEI. Os dados da RAIS e da Receita Federal abrangem universos diferentes e não permitem acompanhar individualmente a trajetória dos profissionais. Uma mesma pessoa também pode manter simultaneamente um vínculo formal e um CNPJ ativo.

Para o IPTC, portanto, os números apontam principalmente para a diversificação das formas de inserção profissional no transporte rodoviário de cargas. A coordenadora de Projetos do instituto, Raquel Serini, destaca que a expansão do MEI-Caminhoneiro ocorre em paralelo à manutenção de vínculos formais e traz novos desafios de qualificação e sustentabilidade econômica para empresas e profissionais.

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