Quinta-feira, 22 de novembro de 2012 - 10h22
HighJump disponibiliza soluções em nuvem
Softwarehouse aposta na opção para incrementar suas vendas no Brasil, que crescem 40% ao ano

Um dos motivos da mais recente visita ao Brasil de David Houser, diretor de Canais e Alianças para a América Latina da norte-americana HighJump, em outubro último, foi para divulgar a nova opção disponibilizada para seus clientes a partir deste ano: a nuvem. Agora, os usuários dos sistemas da empresa – soluções de logística e distribuição, de EDI, de manufatura, de base de dados para ERPs e outras ferramentas para o nível de execução – podem optar pelo modelo que preferirem.

“Mais e mais clientes estão indo para a nuvem, que vem se tornando uma parte importante de nosso portfólio. Trabalhamos em 2012 para disponibilizar nossos sistemas em nuvem e agora os clientes podem optar por este modelo ou pela arquitetura tradicional”, afirmou Houser.

Para ele, esta opção é um dos motivos, embora não o único, para o expressivo crescimento da empresa no país, que em 2011 foi de mais de 40% em novas licenças. “Além disso, temos aqui uma economia forte, um mercado doméstico demandante e em amadurecimento”, adiciona, informando que o Brasil lidera as vendas da América Latina com 15% de participação, seguido pelo México.

“Nossos grandes clientes no Brasil continuam demandando o desenvolvimento de nossos produtos e isso acaba sendo muito bom para nós. À parte disso, continuamos investindo em parcerias com empresas locais que nos dão complementaridade e nos ajudam a traduzir e adaptar os sistemas para os diferentes mercados.”

Um desses parceiros é a Otimis, empresa de Blumenau (SC) que disponibiliza os produtos HighJump no mercado brasileiro. “A HighJump tem lançado quatro versões de seus sistemas por ano e, num determinado ponto do desenvolvimento, a Otimis participa fazendo ajustes e adaptações para o mercado brasileiro. Isso inclui não apenas a tradução como pequenas adaptações dos sistemas às necessidades locais”, conta Hélcio Fernando Lenz, CEO da empresa.

O sistema de gerenciamento de armazéns (WMS) da empresa incorpora também alguns módulos complementares, como o Yard Management, para o gerenciamento de pátios; o sloting, que analisa a ocupação do armazém e sugere rearranjos físicos para otimizar a ocupação e a produtividade; e o Labor Management, de gerenciamento de mão de obra dentro do armazém.

Lenz conta que esta última solução vem sendo muito demandada em mercados mais maduros, pois é o próximo passo para a obtenção de produtividade e redução de custos operacionais dentro dos CDs. “E o Brasil já tem clientes que estão nesse nível de maturidade, com operações de classe mundial. Isso apesar da disparidade, pois, ao mesmo tempo, o mercado aqui ainda tem empresas que sequer adotam um WMS.”

Ele explica que o Labor Management mede o ciclo de produção dos operadores do armazém em detalhes, considerando rotas, tempos, distâncias a pé ou em equipamentos, criando tempos-padrão para as operações a fim de definir uma boa média de produtividade. Com isso, as empresas podem remunerar seus operadores por meritocracia, o que, segundo Lenz, é uma tendência. “E o funcionário, por sua vez, pode controlar sua produtividade a fim de obter maior remuneração.”

Ele acredita que esse tipo de solução seja um caminho natural para os usuários HighJump, que são clientes mais sofisticados e com operações mais complexas. “Nossa solução atende ao mercado Premium, composto por clientes que já adotam boas práticas, já implantaram o WMS e querem mais; o Labor é um caminho natural, assim como o Voice Picking, para otimizar as operações”, coloca o executivo.

Lenz informa que a HighJump tem uma parceria mundial com a Vocollect, desenvolvedora dos sistemas por comando de voz. “O WMS da HighJump já sai de fábrica com a interface para o Vocollect e conseguimos programar as conversas diretamente no sistema. Além disso, a HighJump também é parceira da Intermec, que recentemente comprou a Vocollect. Está tudo em casa”, brinca o CEO.

Ele acredita que o expressivo crescimento que as soluções HighJump vêm apresentando no mercado brasileiro deve se manter nos próximos anos. “Temos potencial para manter estes 40% ao ano”, afirma. Ele justifica dizendo que o mercado brasileiro acordou para a logística, tanto pelo crescimento acelerado, que obriga à maior produtividade e qualidade nas operações, como pelos gargalos e restrições do mercado. “Temos, restrições regulatórias que obrigam as empresas a tomar providências. Um exemplo é a nova regulamentação de motoristas, que fará com que o embarcador não aceite mais esperar muito para carregar e descarregar os veículos nos armazéns. Tudo isso leva o mercado a se sofisticar, adotando soluções que ajudem a reduzir desperdícios.”

Para suportar o crescimento esperado, a Otimis abriu um novo escritório e vem investindo em contratação e treinamento de mão de obra. “Felizmente, Blumenau é um polo tecnológico e tem uma ótima universidade na área de tecnologia, o que facilita a captação de pessoas para suportar nosso crescimento”.