Sexta-feira, 30 de novembro de 2012 - 13h45
Wilson, Sons inaugura ampliação do Tecon Salvador
Unidade recebeu 44 mil m²; capacidade operacional saltou de 250 mil para 530 mil TEUs por ano

Pouco mais de dois anos após o início das obras, a Wilson, Sons inaugurou oficialmente hoje, 30 de novembro, a ampliação de seu Terminal de Contêineres (Tecon) de Salvador. O local ganhou uma área adicional de 44 mil m², totalizando, agora, 150 mil m² de área pavimentada. Além disso, a companhia apresentou os três portênineres e seis transtêineres que foram agregados à operação. As iniciativas fazem parte de um pacote de investimento destinado à unidade da capital baiana orçado em R$ 180 milhões. Vale lembrar que 80% desta verba já foi aplicada em melhorias que incluem, ainda, dragagem do cais, modernização da infraestrutura e aumento no número de tomadas – 504 para 684.

Segundo o diretor do Tecon Salvador, Demir Lourenço Junior, o terminal agora conta com dois cais de atracação, com um berço cada. O primeiro, já existente e utilizado anteriormente para a movimentação de carga geral e conteinerizada, possui 240 metros de comprimento, calado de 12 m e opera com três portêineres. Com a estruturação da nova área, explica, ele será destinado aos serviços de cabotagem e longo curso que aplicam navios de pequeno porte. A carga geral, revela, continuará sendo movimentada, mas num volume menor. “Serão 20 mil toneladas por ano. Anteriormente, operávamos 100 mil t”, conta.

Já o segundo berço, inaugurado hoje, tem 377 m de comprimento, 14 m de profundidade e foi dotado com os portêineres recém-adquiridos. Para 2013, já está prevista a dragagem para 15 m. O executivo explica que a nova estrutura será destinada exclusivamente às operações de sete armadores de longo curso.

A segregação operacional deixa o diretor otimista. Ele revela alguns números para ilustrar. “Operamos na cabotagem com três armadores – Aliança, Maestra e Log-In -, que respondem por 30% das movimentações do terminal. Nossa meta é chegar a 50% em 2015”, diz. Junior destaca, também, que o Tecon ganhou em produtividade. “Realizávamos 40 movimentos por hora. Nosso objetivo agora são 55 mph”, afirma. Quanto à utilização dos berços, a meta é que o de longo curso seja de 35% e o de cabotagem 18%, “Antes, no berço único, nosso índice era de 75%”, calcula.

Apesar de não revelar os números consolidados de movimentação, o diretor divulga que a capacidade operacional do Tecon Salvador saltou de 250 mil TEUs para 530 mil TEUs por ano. “Nossa taxa de crescimento é de 7% ao ano”, resume. Números da empresa dão conta que de janeiro a setembro deste ano, o Grupo Wilson, Sons obteve receita líquida de US$ 468,8 milhões. Deste total, as operações dos terminais de contêineres – Salvador e Rio Grande – contribuíram com US$ 140,4 milhões, 29,9%.

Para 2013, a expectativa é de que os investimentos sejam concluídos com a ampliação do Depot. Orçada em R$ 20 milhões, a obra aumentará em 128% a capacidade de armazenagem, alcançando 20.284 TEUs.

Crédito do foto: Rodrigo Tagliaro