Segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015 - 9h19
Antonina receberá R$ 160 milhões em investimentos logísticos
Com as obras, a capacidade de importação do terminal passará dos atuais 2 milhões de toneladas para 4 milhões por ano

Ao longo dos próximos quatro anos, o Porto de Antonina receberá mais de R$ 160 milhões em investimentos. O anúncio foi feito no dia 30 de janeiro pela empresa russa Uralkali. O aporte, que irá resultar na construção de um novo berço de atracação no Terminal Ponta do Félix, dois novos armazéns para 120 mil toneladas de carga e a melhoria do sistema de movimentação, deve dobrar a capacidade de descarregamento de fertilizantes do porto. Com as obras, a capacidade de importação do terminal passará dos atuais 2 milhões de toneladas para 4 milhões de toneladas por ano.

A modernização do Porto de Antonina foi fundamental para atrair os investimentos russos. A nova dragagem foi apontada pelo grupo de empresários como determinante para que um maior volume de cloreto de potássio pudesse ser importado por meio do porto da cidade.

Segundo o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, estes investimentos fizeram de Antonina uma das melhores opções para as empresas que operam este tipo de atividade. “Também conseguimos diminuir o tempo de espera dos navios no porto. A Uralkali vem ao Paraná fazer este investimento por acreditar na transformação que está acontecendo nos portos do estado”, explica o secretário.

A iniciativa impulsiona diretamente o agronegócio paranaense. De acordo com o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino, um sistema de descarregamento mais eficiente de fertilizantes reduz os custos logísticos e diminui o preço dos insumos que chegam ao produtor agrícola local. “Favorece diretamente o principal setor da economia paranaense, que é o agronegócio. As tratativas para o investimento já estão definidas, com as licenças ambientais já liberadas”, afirma.

Atualmente, a Uralkali responde por 25% de toda a produção global de potássio. O Porto de Antonina é a principal opção da empresa para a movimentação de produtos e para suprir o agricultor brasileiro com fertilizantes.